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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação Slots. O objetivo é desarticular um grupo suspeito de utilizar plataformas clandestinas de apostas online para lavar dinheiro. A ação, que conta com o apoio técnico da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, resultou no bloqueio de até R$ 951,1 milhões em bens e valores dos investigados.
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De acordo com a PF, as investigações começaram após a descoberta de indícios de lavagem de dinheiro decorrente do tráfico de drogas. Ao longo das apurações, as autoridades mapearam uma complexa estrutura voltada à exploração ilegal de sites de apostas.
O grupo utilizava empresas de fachada, intermediadoras de pagamento para movimentar os recursos ilícitos e influenciadores digitais para promover as plataformas. Os agentes também detectaram uma evolução patrimonial totalmente incompatível com a renda declarada pelos principais alvos da operação.
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Mandados e medidas judiciais
Ao todo, as equipes cumprem 14 mandados de busca e apreensão e 2 mandados de prisão temporária. As ordens foram expedidas pela 2ª Vara Criminal de Vitória (ES) e estão sendo cumpridas nos seguintes estados:
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Espírito Santo
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São Paulo
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Rio de Janeiro
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Paraná
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Paraíba
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Sergipe
Além do bloqueio quase bilionário de R$ 951,1 milhões, a Justiça determinou o sequestro de um imóvel e de veículos de luxo, a suspensão imediata das atividades das empresas investigadas e a proibição de que os envolvidos continuem divulgando as plataformas irregulares.
Fraude visual: Selos falsos do governo
Um dos pontos que mais chamou a atenção dos investigadores foi a estratégia usada para enganar os apostadores. Como as plataformas promovidas pelo grupo não tinham autorização para operar no Brasil, os sites utilizavam indevidamente símbolos e referências visuais do Sigap (Sistema de Gestão de Apostas do Ministério da Fazenda) e do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária).
Essa falsificação criava uma aparência de legalidade e segurança para os consumidores, que acreditavam estar apostando em sites regulamentados. Na realidade, os recursos depositados pelos usuários eram direcionados para contas de empresas de fachada sem qualquer autorização legal.
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