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Estudo aponta que remédio popular para dormir reduz dores de artrite e nas costas

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Um suplemento usado por mais de 5 milhões de americanos para melhorar o sono pode ter outro efeito: ajudar a aliviar dores crônicas, como dores nas costas e causadas por problemas semelhantes à artrite.

É o que aponta um novo estudo que analisou pesquisas anteriores sobre os efeitos da melatonina no controle da dor.

A melatonina é um hormônio produzido naturalmente pelo organismo e responsável por ajudar a regular o ciclo circadiano, sinalizando ao corpo quando é hora de dormir. O hormônio também é vendido em forma de suplemento, geralmente em comprimidos, e é usado principalmente para auxiliar no sono.

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A artrite afeta cerca de 58,5 milhões de americanos. O termo engloba diferentes doenças que atingem as articulações e podem provocar dor, inchaço e rigidez, dificultando atividades do dia a dia.

Os pesquisadores quiseram descobrir se a melatonina poderia ajudar não apenas no controle da dor, mas também na melhora da qualidade do sono. Isso porque dor e sono estão diretamente relacionados: dormir mal pode aumentar a percepção da dor, criando um ciclo difícil de interromper.

Como o estudo foi realizado

A equipe analisou 23 estudos clínicos que, juntos, envolveram 2.028 participantes de diferentes países.

Os participantes apresentavam dores crônicas ou estavam se recuperando de cirurgias, incluindo procedimentos de substituição de articulações e operações na coluna.

Em cada estudo, os participantes foram distribuídos aleatoriamente para receber melatonina, placebo ou outro tratamento convencional para a dor, como analgésicos, incluindo o ibuprofeno.

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Os pesquisadores avaliaram a intensidade da dor usando escalas numéricas e depois reuniram os resultados dos diferentes estudos para identificar possíveis efeitos em comum.

A análise mostrou que a melatonina ajudou a reduzir a intensidade da dor principalmente entre pessoas com condições semelhantes à artrite.

Kangchao Wu, principal autor do estudo, afirmou ao The Epoch Times que a melatonina pode reduzir a intensidade da dor com um efeito comparável ao observado com alguns medicamentos analgésicos convencionais.

O estudo foi publicado na revista científica Pain, ligada à International Association for the Study of Pain.

Melatonina reduziu a dor em cerca de 9 pontos

Os pesquisadores dividiram os participantes em diferentes grupos, incluindo pessoas com dores lombares, osteoartrite e fibromialgia, além de pacientes que estavam se recuperando de cirurgias, como substituição de articulações e procedimentos na coluna.

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Os resultados de dor foram convertidos para uma escala comum de 0 a 100. Assim, por exemplo, uma pessoa que apresentasse uma pontuação de 70 antes do tratamento e 50 depois teria registrado uma melhora de 20 pontos.

Além da dor, os pesquisadores também avaliaram a qualidade do sono e possíveis efeitos adversos dos tratamentos. Os resultados foram combinados para verificar se havia efeitos consistentes da melatonina sobre a dor e o sono.

Na média, os participantes que receberam melatonina apresentaram uma redução de aproximadamente 9 pontos na escala de dor de 0 a 100.

Segundo os pesquisadores, essa redução foi semelhante à observada em alguns medicamentos comuns usados para controlar a dor.

A análise também indicou que a melatonina pode melhorar a qualidade do sono.

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Para Wu, isso é importante porque a dor não ocorre de forma isolada. Ela está diretamente relacionada à qualidade do sono, e pessoas que dormem mal podem apresentar maior percepção da dor.

A melatonina, segundo o pesquisador, pode atuar nos dois fatores ao mesmo tempo: ajudando no sono e reduzindo a intensidade da dor. Isso poderia ser especialmente relevante para pessoas que sofrem de dores crônicas.

Dose e horário variaram entre os estudos

A quantidade de melatonina utilizada não foi a mesma em todos os estudos analisados.

Nos casos de dores musculoesqueléticas crônicas, a dose ficou em torno de 3 miligramas por dia.

Já entre pacientes que estavam se recuperando de cirurgias, a quantidade utilizada foi de aproximadamente 6 miligramas por dia.

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Nos estudos analisados, a melatonina era tomada de forma consistente à noite, geralmente cerca de uma hora antes de dormir.

Os pesquisadores, porém, concluíram que as evidências disponíveis ainda não permitem estabelecer uma única dose que funcione para todas as pessoas ou para todos os tipos de dor.

Por isso, pessoas que sofrem de dores crônicas devem conversar com um médico antes de utilizar a melatonina com essa finalidade.

Tratamentos tradicionais para dores crônicas

O tratamento tradicional para dores crônicas pode incluir medicamentos vendidos sem receita médica, como o ibuprofeno, além de opioides em determinadas situações.

Segundo o texto analisado, alguns desses medicamentos podem apresentar benefícios limitados quando utilizados no tratamento prolongado de dores crônicas.

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O uso prolongado de medicamentos mais potentes também pode estar associado a efeitos adversos. Entre os riscos mencionados estão redução da fertilidade, alterações na função do sistema imunológico e aumento do risco de fraturas.

Por isso, os pesquisadores avaliam que alternativas que possam ajudar no controle da dor e, ao mesmo tempo, melhorar o sono podem ter importância no tratamento de pessoas com dores persistentes.

Sono também tem papel importante na recuperação

A relação entre sono e dor também aparece em recomendações sobre a quantidade adequada de descanso.

A American Academy of Sleep Medicine recomenda que adultos durmam cerca de sete horas por noite para uma recuperação adequada e para a manutenção da saúde.

Durante o sono, o organismo aumenta processos relacionados à reparação das células. Entre eles estão processos envolvendo a mielina, estrutura que protege os nervos e participa da regulação das respostas relacionadas à dor.

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Dessa forma, uma boa qualidade de sono pode ter um papel importante na recuperação do organismo e no controle da percepção da dor.

Os resultados da análise sugerem que a melatonina pode ter potencial para atuar nesses dois aspectos — sono e dor. No entanto, os próprios pesquisadores destacam que ainda não existe uma dose única indicada para todos os pacientes e que o uso do suplemento para dores crônicas deve ser discutido individualmente com um profissional de saúde.

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