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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO fundador da Tesla, SpaceX e xAI, Elon Musk, afirmou que a inteligência artificial deve superar a soma da inteligência humana em um prazo de aproximadamente cinco anos. A declaração foi dada em entrevista à revista The Economist, na qual o empresário conversou por quase noventa minutos com a editora-chefe da publicação, Zanny Minton Beddoes.
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“A IA poderia superar a soma da inteligência humana em cerca de cinco anos”, disse Musk, acrescentando que “realmente não vai haver nada que a IA não possa fazer melhor do que os humanos, aparte de ser humanos, talvez”.
O empresário projeta sistemas capazes de desenvolver novos medicamentos, realizar descobertas científicas, criar materiais inéditos e resolver problemas de engenharia, acelerando praticamente toda atividade intelectual. Para explicar a magnitude da transformação, Musk recorreu a uma comparação: “Somos basicamente chimpanzés evoluídos”, afirmou, sugerindo que a humanidade dificilmente manteria uma posição dominante diante de uma inteligência com vantagem cognitiva equivalente à que hoje separa os humanos de outros primatas.
Robôs e a economia do futuro
Musk sustenta que a inteligência artificial e a robótica avançam em paralelo e convergirão em um mesmo processo de transformação produtiva. Com sistemas inteligentes capazes de projetar e robôs executando tarefas físicas, a produção de bens e serviços se tornaria progressivamente mais barata. O cenário, segundo ele, desembocaria em uma “era de abundância extraordinária”, marcada por produtividade sem precedentes e redução drástica dos custos de produção.
O debate que atravessa o Vale do Silício, nesse contexto, é que o trabalho humano deixaria de ser o principal fator de criação de riqueza. A produtividade dependeria cada vez mais da capacidade computacional, da infraestrutura energética e do desdobramento massivo de sistemas inteligentes capazes de operar de forma contínua.
Controles e riscos
Musk voltou a insistir no risco de desenvolvimento de uma inteligência artificial geral que evolua para uma superinteligência. Como possível mecanismo de segurança, propôs que os principais laboratórios do mundo — OpenAI, Google DeepMind, Anthropic e xAI — se submetam a auditorias cruzadas antes de implantar seus modelos mais avançados.
“Quem melhor conhece os riscos dessas tecnologias são precisamente quem as desenvolve”, afirmou. Para ele, o maior perigo não está apenas nas capacidades extraordinárias que a IA pode alcançar, mas na possibilidade de algum ator avançar sem controles suficientes ou com objetivos incompatíveis com os interesses da sociedade.
Disputa global
A coluna de Tomás Trapé, do programa Infobae a la Tarde, destacou que a corrida pela inteligência artificial vai além da tecnologia e envolve interesses econômicos, estratégicos e militares que já começam a alterar o equilíbrio internacional. Trapé observou que “nenhuma das grandes empresas que lideram essa corrida nasceu na Europa”. Enquanto Estados Unidos concentra empresas como OpenAI, Google, Meta e xAI, e China acelera o desenvolvimento de suas próprias companhias, a Europa ocupa uma posição mais voltada à regulação do que à criação de tecnologias de fronteira.
“Quem conseguir desenvolver primeiro os sistemas mais avançados não só obterá vantagens comerciais, mas também capacidades científicas, industriais e militares que podem alterar o equilíbrio do poder global”, escreveu Trapé.
Estratégia de comunicação
O analista também propôs uma leitura sobre a forma como Musk comunica seus projetos. Segundo ele, o empresário não apenas desenvolve tecnologia: constrói narrativas capazes de mobilizar investimentos para iniciativas que demandam bilhões de dólares e cujos resultados podem levar anos para se materializar.
“Quando falamos desse setor, são empresas que vendem futuro. O presente se sustenta com o financiamento que elas continuamente conseguem no mercado”, resumiu. Fixar horizontes concretos — como a colonização de Marte, a produção em massa de robôs humanoides ou uma IA superior à humana em cinco anos — cumpre uma dupla função: orienta o desenvolvimento tecnológico de suas empresas e alimenta as expectativas de investidores e mercados. “Não significa necessariamente que essas previsões sejam erradas. Significa que, além de descrever um cenário possível, também cumprem um papel central na estratégia empresarial do próprio Musk”.
Na entrevista, Musk também reconheceu que se envolveu “demais” na política americana nos últimos meses, defendeu as políticas de redução do gasto público do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) e voltou a questionar as regulações europeias sobre plataformas digitais, reivindicando uma concepção ampla de liberdade de expressão como princípio do X.
















































































