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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a Petrobras a perfurar mais três novos poços exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas, em águas ultraprofundas da costa do Amapá. A decisão, assinada na quinta-feira (3) pelo diretor-geral do órgão, Jair Schmitt, foi confirmada nesta sexta (4).
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Os novos poços — batizados de Manga, Crotalus e Morpho Extensão — serão perfurados no bloco FZA-M-59, onde a Petrobras já havia encontrado indícios de petróleo no poço Morpho em meados de agosto. A autorização representa um passo importante para a empresa determinar se a descoberta recente na região tem potencial comercial.
Condições da licença e próximos passos
A licença estabelece que a Petrobras deve apresentar um cronograma de perfuração atualizado no prazo de 30 dias após o recebimento do documento. A empresa também é obrigada a manter atualizada a análise de riscos ambientais do projeto.
Após a autorização, a estatal informou que iniciará o planejamento para a continuidade das atividades no bloco.
Reações políticas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia comemorado a descoberta de petróleo na região no mês passado, classificando-a como “um passaporte para o futuro deste país”. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), natural de Macapá, também celebrou a autorização do Ibama: “É mais um passo importante para conhecermos a dimensão do potencial energético da nossa região e uma conquista que renova a esperança de um novo ciclo de oportunidades para o povo amapaense e para o nosso Brasil”.
Contexto e desafios ambientais
A Bacia da Foz do Amazonas faz parte da Margem Equatorial brasileira, considerada pela Petrobras sua fronteira de exploração mais promissora. A área é geologicamente semelhante aos blocos explorados pela ExxonMobil na Guiana.
A exploração na região, no entanto, enfrenta resistência de órgãos ambientais e entidades da sociedade civil devido à sensibilidade do ecossistema. O Ministério Público Federal (MPF) já pediu explicações ao Ibama sobre o licenciamento do bloco FZA-M-59, citando possíveis impactos sobre a fauna marinha, a pesca artesanal e comunidades tradicionais.
Se a descoberta for confirmada como comercialmente viável, a produção pode começar em até sete anos, segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.



















































































