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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA Walt Disney Company prepara uma nova onda de demissões que poderá atingir milhares de funcionários em todo o mundo. A medida faz parte de um plano de reestruturação ampla destinado a reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência diante de transformações profundas na indústria do entretenimento.
A cúpula da multinacional orientou executivos de diversas divisões a identificar oportunidades de economia equivalentes a 20% das despesas sob sua responsabilidade direta. O número total de postos de trabalho que serão eliminados ainda não foi oficialmente definido.
Foco em parques, tecnologia e audiovisual
A redução de gastos não será aplicada de forma linear entre os setores. A estratégia prevê um enxugamento mais acentuado em divisões tradicionais, permitindo a realocação de capital para áreas estratégicas e de maior potencial de retorno, como a expansão de parques temáticos, a frota de cruzeiros, o desenvolvimento tecnológico e novas produções audiovisuais.
A iniciativa amplia a reorganização iniciada em 2023, quando o grupo demitiu cerca de 7 mil trabalhadores e fixou a meta de economizar US$ 7,5 bilhões anuais. O processo teve continuidade nos anos seguintes: em abril de 2026, aproximadamente mil profissionais de áreas como marketing, produção e ESPN foram desligados; em setembro, centenas de funcionários dos setores de tecnologia e recursos humanos também deixaram a empresa.
Ao final do exercício fiscal de 2025, a companhia contava com cerca de 231 mil colaboradores globalmente.
Pressões do setor, streaming e inteligência artificial
O movimento é liderado pelo presidente-executivo Josh D’Amaro, que assumiu o comando do grupo em 2026 com o compromisso de entregar um crescimento de dois dígitos no lucro ajustado por ação. A promessa intensificou a busca por eficiência em um cenário desafiador: a migração contínua do público da TV paga para plataformas digitais reduziu receitas históricas de publicidade e assinaturas, enquanto a operação de streaming exige aportes constantes em conteúdo e tecnologia.
Outro fator que impacta o setor é o avanço de ferramentas de automação e inteligência artificial na gestão administrativa e na produção. Além disso, a oscilação de público internacional nos parques temáticos adiciona cautela ao planejamento financeiro.
A reestruturação não é exclusiva da Disney. Concorrentes como Paramount, Warner Bros. Discovery, Netflix e Sony Pictures também implementaram cortes severos de custos e pessoal para se adequar ao novo momento do mercado audiovisual.
A Disney deve apresentar o balanço do quarto trimestre fiscal em 17 de novembro, data em que investidores aguardam novos detalhes sobre o alcance da reorganização. A empresa preferiu não comentar os números nem confirmar quais regiões ou departamentos serão mais impactados.
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