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MBL e PSOL: Kim Kataguiri e Marcelo Freixo discutem “perdão ao PT”

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O deputado do DEM e um dos fundadores do MBL, Kim Kataguiri, e Marcelo Freixo, do PSOL, discutiram, em uma entrevista divulgada pela Época nesta sexta-feira (17), sobre o “perdão ao PT”

O tema da entrevista era sobre a condução do Brasil na era petista, porém,  em certo ponto da entrevista, o entrevistador perguntou para ambos se o “PT merece perdão”: Kim disse que “antes de receber o perdão, o partido precisaria assumir seus erros” e Freixo argumentou que o “perdão é um elemento da esfera religiosa e que a existência do partido é importante para o restabelecimento da democracia brasileira que no momento está sob ameaça”.

O entrevistador questionou também se o partido já conseguiu se livrar da imagem de corrupção e Kataguiri afirmou que “ainda não”, pois o PT não reconhece os erros e tem Lula, o condenado, como personalidade principal.

Já Freixo disse que o partido está fazendo uma auto-crítica e ressalta: “o PT fez coisas que, se chegasse hoje ao governo, não faria igual.”

Ao serem questionados se o “perdão” ao PT diminuiria o clima de polarização, Kim disse que só diminuiria se surgissem novas lideranças no partido, pois Lula não aceita “abrir mão de espaço de poder” e para Freixo, o atual governo é o responsável por gerar o ambiente agressivo ao atacar as instituições: “quem olha para o adversário como inimigo é Bolsonaro”.

Cappeli, o entrevistador indagou o motivo pelo qual o PT não quer fazer alianças com outros partidos. Para o fundador do MBL, a culpa é do pensamento “hegemônico petista” que considera qualquer outro líder de esquerda como adversário: “Marina Silva, Ciro Gomes… a criação do PSOL foi assim”. Já o psolista afirmou que o partido precisa ouvir outras lideranças e exalta a força da legenda: “O PT foi para o segundo turno da eleição. Ele não desapareceu”.

Vários partidos são corruptos, diz o entrevistador, mas só o PT ficou com a imagem de corrupto. Kataguiri argumenta que o partido governou por treze anos e os “escândalos maiores ocorrem no âmbito do governo federal”.

Freixo concordou com Kim e acrescentou que a Lava Jato tentou destruir o PT, mas o partido resistiu e irá se reestruturar para o bem da democracia.

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