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O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o Careca do INSS, negou nesta quinta-feira (25), em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ter pago propina a autoridades do governo. Ele afirmou ser alvo de acusações “fantasiosas” e destacou sua trajetória profissional de “47 anos de trabalho”. “Nunca paguei propina a ninguém”, declarou.
Ao longo da sessão, Antunes disse que apresentou “18 milhões de páginas de documentos” à Polícia Federal que comprovariam a regularidade de suas atividades empresariais. “Sou um empresário próspero, não operador de fraude”, afirmou.
O depoente rejeitou acusações de ligação com o INSS e o Ministério da Previdência. Segundo ele, não participa de estatutos ou assembleias de associações e sua função foi oferecer pacotes de serviços a entidades. “Bati à porta de várias associações. Algumas me receberam, outras não. É do mundo privado”, disse.
Senadores questionaram como Antunes imobilizou cerca de R$ 14 milhões em patrimônio, incluindo imóveis, veículos de luxo, obras de arte e moedas digitais. Entre os bens citados está uma casa em Brasília avaliada em R$ 9 milhões, além de carros como Porsche Panamera, Mercedes-Benz, Cayenne e Audi. O empresário afirmou que suas aquisições são fruto de negócios privados e negou qualquer irregularidade. “Se eu tivesse qualquer intenção fora do meu caráter, eu não estaria aqui. Quem não deve, não teme”, respondeu.
Antunes admitiu ter feito uma doação de R$ 1 à campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2018. Ele disse, no entanto, que o valor foi distorcido em versões que tentaram associá-lo a indicações de ministros ou proximidade política com o governo. “Transformaram um real em um milhão”, afirmou.
O empresário também reconheceu ter empresas nos Estados Unidos, Colômbia e Portugal, mas negou que sejam ligadas a paraísos fiscais.
Preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) desde o último dia 12, o Careca do INSS afirmou que decidiu comparecer à CPMI após sua esposa, filho e sócios serem convocados. O depoimento estava inicialmente marcado para 15 de setembro, mas foi cancelado depois que ele desistiu de comparecer. O Supremo Tribunal Federal (STF) havia autorizado sua dispensa, deixando a decisão a seu critério. “Se eu tivesse qualquer intenção fora do meu caráter, eu não estaria aqui. Quem não deve, não teme”, reforçou.