Política

Brasil tenta barrar nos EUA classificação de PCC e Comando Vermelho como terroristas

Os ministros Mauro Vieira e Marco Rubio conversam durante intervalo do G7 | Foto: reprodução/Itamaraty

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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou por telefone neste domingo (8) com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, para tratar de temas da relação bilateral, incluindo a possibilidade de facções criminosas brasileiras serem enquadradas como organizações terroristas pelo governo americano.

Segundo o portal Metrópoles, durante a conversa, o chanceler brasileiro buscou convencer Washington a não incluir grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras, classificação usada pelos EUA para grupos considerados uma ameaça à segurança internacional.

A possibilidade de enquadramento dessas facções vem sendo discutida dentro do governo americano e pode avançar nas próximas semanas. O processo envolve diferentes órgãos federais, como o Departamento de Estado e o Departamento do Tesouro, responsáveis por analisar informações de segurança antes da decisão final.

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Nos bastidores, o governo brasileiro teme que a medida abra caminho para sanções mais severas e até para ações unilaterais de combate ao crime organizado na América Latina sob o argumento de enfrentamento ao narcotráfico.

Além do tema das facções, a ligação também abordou aspectos da cooperação judicial entre os dois países e tratou da preparação de um possível encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente americano Donald Trump. A reunião chegou a ser discutida para este ano, mas ainda depende de ajustes na agenda diplomática.

O governo brasileiro também argumenta que a legislação nacional sobre terrorismo possui critérios específicos, ligados a motivações como xenofobia, discriminação racial ou religiosa, o que, na avaliação do Executivo, não se aplica diretamente às organizações criminosas que atuam no país.

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O debate sobre classificar facções como grupos terroristas também tem repercutido no cenário político brasileiro e já foi discutido no Congresso Nacional, com apoio de parte da oposição ao governo federal.

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