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Um comentário de bastidor do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, ganhou os holofotes nesta terça-feira (31) durante a reunião ministerial no Palácio do Planalto. Ao perceber que as ações de sua pasta foram omitidas no balanço de três anos do governo apresentado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, Múcio desabafou em tom reservado, mas teve a fala captada pelo sistema de som oficial.
“Se souber o que a gente fez… É porque a gente só aparece quando dá problema. Eu fiz mais do que o Ministério das Mulheres todinho”, afirmou Múcio a Rui Costa, que reagiu com uma gargalhada.
A saia-justa começou quando Rui Costa finalizou a apresentação dos projetos e entregas do terceiro mandato do presidente Lula sem mencionar o Ministério da Defesa. Ao fim da reunião, o chefe da Casa Civil chegou a pedir desculpas reservadamente a Múcio pela omissão, momento em que o comentário sobre a pasta das Mulheres foi registrado.
Pela transmissão oficial, não foi possível identificar o contexto exato da conversa anterior à frase, mas o áudio vazado gerou repercussão imediata nos corredores de Brasília.
Em nota oficial divulgada após o episódio, o Ministério da Defesa buscou colocar panos quentes na situação. A assessoria afirmou que não existe qualquer queixa de Múcio em relação à atuação da ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, e que a fala foi uma “constatação da ausência” das entregas da Defesa no compilado feito pelo Planalto.
A pasta justificou o uso do Ministério das Mulheres como exemplo devido à proximidade de marcos históricos para o público feminino dentro das Forças Armadas:
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Primeira General do Exército: Nesta quarta-feira (1º de abril), ocorre a promoção da médica Claudia Lima, a primeira mulher a atingir o posto de oficial-general no Exército Brasileiro.
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Serviço Militar Feminino: No último dia 2 de março, teve início o serviço militar voluntário para mulheres, com a incorporação de 1.467 jovens de 18 anos.
“O que houve foi a constatação da ausência das inúmeras realizações do Ministério da Defesa ao longo de mais de três anos”, diz o comunicado oficial da pasta.
