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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro não compareceu ao interrogatório por videoconferência marcado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em ação penal na qual é réu por coação do Judiciário. O caso está relacionado ao período que antecedeu o julgamento da chamada trama golpista.
Mesmo com a ausência, o processo segue normalmente e deve avançar para a etapa de alegações finais, fase que antecede o julgamento. A expectativa na Corte é que o caso seja analisado nos próximos meses, com possibilidade de decisão ainda neste semestre.
A denúncia contra Eduardo foi aceita por unanimidade pelo STF em novembro do ano passado, após investigação conduzida pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O inquérito apurou a atuação do ex-parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos.
De acordo com as investigações, ele teria articulado com integrantes da equipe do então presidente Donald Trump medidas como a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros, além da suspensão de vistos de autoridades do governo federal e ministros do STF.
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. No fim do mesmo ano, teve o mandato cassado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados por excesso de faltas, conforme prevê a Constituição para parlamentares que se ausentam de mais de um terço das sessões deliberativas.
O ex-deputado foi intimado da abertura do processo por edital, mas tem se recusado a participar da ação penal sem notificação formal por meio de cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos. Sem advogado constituído, ele é atualmente representado pela Defensoria Pública da União (DPU).
