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A Suprema Corte de Cassações da Itália negou o pedido do governo brasileiro pela extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) e determinou sua soltura imediata, segundo informações divulgadas pelo advogado da ex-parlamentar, Alessandro Sammarco.
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A decisão da instância mais alta da Justiça italiana se refere a um recurso apresentado por Zambelli contra o entendimento da Corte de Apelações de Roma, que havia autorizado a extradição.
Com a decisão, a ex-deputada, presa em Roma desde julho de 2025, deverá deixar a prisão nos próximos dias.
Os argumentos da decisão
Um dos principais pontos questionados pela Justiça brasileira foi a cidadania italiana de Zambelli – principal argumento da defesa contra a extradição. A procuradoria destacou um “status meramente formal” da nacionalidade da ex-deputada, que não teria “enraizamento social, territorial ou cultural efetivo na Itália”.
Em março, a Justiça italiana já havia decidido que a cidadania de Zambelli, por si só, não era impedimento para a extradição, uma vez que os dois países possuem um tratado bilateral que permite a medida.
No entanto, na decisão desta sexta-feira, a Suprema Corte de Cassações entendeu que o país deveria agir como o governo brasileiro, que proíbe a extradição de cidadãos e aplica o critério da reciprocidade.
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O que disse Alexandre de Moraes antes da decisão
Na segunda-feira (18/5), o ministro do STF Alexandre de Moraes havia enviado ofícios aos ministérios da Justiça e das Relações Exteriores solicitando o início dos trâmites para o traslado da ex-deputada ao Brasil.
Próximos passos
Esgotadas as instâncias judiciais, a extradição de Zambelli será definida formalmente pelo ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que terá 45 dias para tomar uma decisão após o encerramento do caso.
Caso Nordio seja favorável à extradição, o governo brasileiro terá 20 dias para definir os procedimentos de traslado.
As condenações de Zambelli
Presa em Roma desde julho de 2025, Carla Zambelli foi condenada pelo STF em dois processos:
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10 anos de prisão pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – por contratar um hacker para inserir um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes
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5 anos de prisão por porte ilegal de arma de fogo – quando perseguiu um homem pelas ruas de São Paulo na véspera da eleição presidencial de 2022
Ela renunciou ao mandato em dezembro de 2025, depois que o STF determinou sua cassação.
