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Um novo estudo revelou que medicamentos comumente prescritos para o tratamento da bexiga hiperativa, conhecidos como anticolinérgicos, podem aumentar em até 30% o risco de desenvolvimento de demência. Os medicamentos, que atuam reduzindo a contração da bexiga para evitar incontinência, foram analisados em uma pesquisa com quase 1 milhão de pessoas, mostrando uma associação preocupante com o transtorno cognitivo.
A pesquisa, realizada por especialistas britânicos, investigou registros de saúde de mais de 170 mil pacientes com mais de 55 anos diagnosticados com demência, comparando-os com outros 800 mil sem a doença. Os resultados mostraram que o uso de anticolinérgicos está relacionado a um aumento de 18% no risco de desenvolver demência, com risco mais elevado entre os homens (22%) do que entre as mulheres (16%).
Entre os medicamentos analisados, o oxybutynin hidroclorídrico apresentou o risco mais alto, com um aumento de 31% no risco de demência, seguido pela tolterodina tartrato, com 27%. No entanto, o estudo também destacou que nem todos os anticolinérgicos representam um risco maior. Medicamentos como darifenacina e fesoterodina fumarato não foram associados a aumento de risco.
Alternativas e Preocupações a Longo Prazo
Os pesquisadores sugerem que médicos devem considerar alternativas para tratar a bexiga hiperativa, principalmente em pacientes mais velhos. Embora centenas de milhares de prescrições desses medicamentos sejam emitidas mensalmente no Reino Unido, o estudo aponta que o risco de demência não é observado com todos os tipos de anticolinérgicos. Além disso, o medicamento não anticolinérgico mirabegron, que atua de maneira diferente, também foi analisado, mas seus efeitos na demência ainda não estão claros, sendo necessário mais estudo.
Com o envelhecimento da população, a demência tem se tornado um problema crescente, com cerca de 1 milhão de pessoas no Reino Unido vivendo com a condição. O estudo também alertou para os custos elevados dessa doença, que chegam a aproximadamente £40 bilhões por ano, considerando os custos com saúde e perda de produtividade.
Impacto do Estudo e Recomendações Finais
O estudo, que analisou dados de 170.742 pacientes diagnosticados com demência que tomaram anticolinérgicos ou mirabegron por 3 a 16 anos antes do diagnóstico, enfatiza a importância de mais pesquisas para entender os efeitos a longo prazo desses medicamentos. Apesar das limitações, como a falta de informações sobre as dosagens exatas administradas aos pacientes, os especialistas destacaram a necessidade de os médicos considerarem os riscos de longo prazo ao prescrever esses tratamentos.
O estudo surge logo após um alerta sobre outro medicamento, agora utilizado para tratar refluxo ácido, que também foi associado ao risco de demência. A recomendação é que os clínicos considerem alternativas de tratamento com menor risco para pacientes mais velhos e vulneráveis.