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Uma mulher de 67 anos, residente da província de Bihor, no noroeste da Romênia, foi confirmada como o primeiro caso de infecção pelo metapneumovírus humano (HMPV) no país. A informação foi confirmada pela Direção de Saúde Pública de Bihor ao jornal local Bihoreanul. A paciente, que não viajou para o exterior, começou a apresentar os primeiros sintomas da doença no dia 26 de dezembro e foi hospitalizada com sintomas respiratórios. O diagnóstico foi confirmado através de um teste PCR realizado no Hospital Clínico de Emergências de Bihor.
Atualmente, a mulher encontra-se em estado estável, isolada no hospital. Segundo a equipe médica, não houve viagens internacionais e uma investigação epidemiológica foi iniciada para entender como ela contraiu o vírus. O HMPV, identificado pela primeira vez em 2001, tem gerado preocupação entre especialistas devido ao aumento global de infecções respiratórias nesta temporada de inverno, especialmente entre grupos vulneráveis como crianças pequenas, idosos e pessoas com sistemas imunológicos comprometidos.
Sintomas e Riscos do HMPV
O metapneumovírus humano provoca sintomas semelhantes aos de uma gripe ou resfriado, como tosse, coriza, congestão nasal e dificuldade para respirar. Embora a maioria das pessoas se recupere em poucos dias, algumas infecções podem ser graves e necessitar de hospitalização, especialmente entre pacientes com condições pulmonares preexistentes, como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
Em países desenvolvidos, o HMPV raramente causa mortes, mas em países com sistemas de saúde mais fracos, os casos fatais são mais frequentes. Esse vírus é semelhante ao vírus respiratório sincicial (VRS), comum nos Estados Unidos.
Atenção Internacional ao HMPV
O aumento de casos do metapneumovírus humano está gerando preocupações também em outros países, como na China, onde o número de infecções tem causado a sobrecarga de hospitais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que, até o momento, o HMPV não representa uma ameaça à saúde global e é considerado um vírus sazonal. A União Europeia, por meio do Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças (ECDC), segue monitorando a situação de perto, mas, segundo uma porta-voz, “não é necessário, por enquanto, preparar-se para uma nova pandemia”.
Transmissão e Prevenção
O HMPV se transmite principalmente por gotículas de saliva ou aerosóis emitidos durante tosse e espirros, bem como pelo contato direto com uma pessoa infectada ou exposição a superfícies contaminadas. Essas são as mesmas vias de transmissão de resfriados, gripe e COVID-19.
Vacina e Tratamento
Atualmente, não existe uma vacina específica para o HMPV. No entanto, há uma vacina disponível para o vírus respiratório sincicial (VRS), e estudos estão em andamento para desenvolver uma vacina que possa proteger contra ambos os vírus com uma única dose, já que são similares. O tratamento para o HMPV se concentra no controle dos sintomas, uma vez que não há antivirais específicos para o vírus.
A situação continua sendo monitorada pelas autoridades de saúde locais e internacionais, que continuam a trabalhar para mitigar o impacto do vírus em áreas afetadas.
Com informações da EFE