Saúde

70% dos Brasileiros Sofrem com Noites Mal Dormidas

Foto de Andrea Piacquadio via Pexels

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No Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, um dado acende o alerta no Brasil: cerca de 7 em cada 10 pessoas apresentam algum tipo de alteração no sono. Em um cenário marcado pelo aumento da ansiedade, do estresse crônico e da exaustão, dormir mal deixou de ser uma queixa pontual e passou a ser tratado como um desafio persistente de saúde pública.

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Com a alta dos distúrbios relacionados ao sono, também cresce o uso de medicamentos para induzir o descanso, especialmente os hipnóticos não benzodiazepínicos, conhecidos como “drogas Z”. Estudos indicam que o consumo dessas substâncias aumentou durante a pandemia, levantando preocupações sobre o uso prolongado sem acompanhamento médico adequado.

Uma diretriz clínica recente da Academia Brasileira de Neurologia, com apoio da Apsen e baseada em consenso entre especialistas, reforça os riscos associados ao uso contínuo desses medicamentos. Entre os principais problemas estão dependência, tolerância e o chamado efeito rebote — quando a interrupção abrupta pode agravar a insônia. O documento também destaca maior vulnerabilidade em grupos como mulheres, profissionais da saúde e pessoas com transtornos mentais.

Especialistas defendem uma mudança de abordagem no tratamento da insônia, priorizando estratégias mais sustentáveis. Entre elas estão a higiene do sono e intervenções comportamentais, que ajudam a reeducar o organismo sem dependência farmacológica. Quando o uso de medicamentos é necessário, o desmame deve ser feito de forma gradual e sempre sob supervisão médica.

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O consenso também cita alternativas farmacológicas temporárias, como trazodona, ramelteona e pregabalina, que podem ser utilizadas em situações específicas, de acordo com avaliação clínica.

A insônia, classificada como insônia, deve ser investigada quando se torna frequente e começa a impactar a qualidade de vida. Entre os principais sinais de alerta estão dificuldade para iniciar ou manter o sono, cansaço constante, irritabilidade, baixa concentração e a necessidade crescente de medicação.

Nesses casos, especialistas recomendam busca por avaliação médica e evitam fortemente a automedicação. Além disso, medidas de higiene do sono são consideradas fundamentais para melhorar a qualidade do descanso, como manter horários regulares para dormir e acordar, evitar telas à noite, reduzir cafeína no fim do dia, ajustar o ambiente do quarto e adotar técnicas de relaxamento.

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Se o problema persistir, a orientação é procurar ajuda profissional para investigação adequada e tratamento individualizado.

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