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A Justiça de São Paulo decidiu prorrogar por mais 30 dias a prisão temporária de Maicol Santos, de 29 anos, apontado como o principal e único suspeito da morte de Vitória Sousa, de 17 anos, em Cajamar, na Grande São Paulo. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (7) pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).
Maicol está detido desde o dia 8 de março, sendo investigado por homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. O crime brutal ocorreu em 27 de fevereiro, mas o corpo da adolescente só foi encontrado uma semana depois, em 5 de março, em uma área de mata.
O prazo inicial da prisão temporária de 30 dias de Maicol expiraria na próxima terça-feira (8). Diante disso, a Polícia Civil e o Ministério Público (MP) solicitaram a prorrogação da medida cautelar pelo mesmo período, estendendo a detenção do suspeito até o início de maio.
Em nota, a SSP informou que “A Polícia Civil informa que a Justiça acatou, na sexta-feira (4) o pedido de prorrogação de prazo para a prisão do autor”.
A delegacia responsável pela investigação solicitou a extensão do prazo da prisão temporária de Maicol devido à pendência de resultados de exames periciais cruciais para a conclusão do inquérito policial. Após a análise dos laudos, a polícia pretende solicitar a conversão da prisão temporária em preventiva, garantindo que o suspeito permaneça detido durante o processo judicial.
Entre os exames ainda não concluídos estão a análise de DNA de uma mecha de cabelos e de amostras de sangue encontradas no veículo de Maicol. A perícia busca determinar se o material genético pertence à vítima.
Além disso, a Polícia Civil marcou para a próxima quinta-feira (10) a reconstituição do crime, procedimento técnico denominado reprodução simulada. A defesa de Maicol já comunicou que seu cliente não participará da reconstituição, alegando discordância com o interrogatório em que ele confessou o assassinato.
Apesar da recusa do suspeito, a reconstituição será realizada com base no depoimento em que Maicol confessou o crime na delegacia, confissão esta que foi gravada em vídeo pelos policiais.
Maicol teria afirmado em seu depoimento que agiu sozinho na morte de Vitória. Seus advogados questionam a legalidade da confissão, alegando que não estavam presentes durante o interrogatório. Contudo, a SSP sustenta que o depoimento foi legal, pois uma advogada que não representava o preso foi chamada para acompanhar o ato.
A defesa de Maicol gravou posteriormente um áudio em que o preso acusa um delegado de tê-lo coagido a confessar o crime em Cajamar, e analisa a possibilidade de utilizar essa gravação para solicitar à Justiça a anulação da confissão.
Vitória desapareceu após sair do trabalho em um shopping e retornar de ônibus para casa no final de fevereiro. Câmeras de segurança registraram o momento em que ela embarcou no coletivo. Seu corpo foi encontrado nu, com cortes no rosto, pescoço e tórax, uma semana após o desaparecimento.
A investigação aponta que Maicol, que trabalhava como operador de empilhadeira, encontrou Vitória após ela descer do ônibus, oferecendo-lhe uma carona em seu carro. O motivo do crime seria o fato de Vitória ameaçar revelar à esposa de Maicol o relacionamento amoroso que os dois tiveram cerca de um ano antes.
Durante o trajeto, ocorreu uma discussão, e Maicol alegou que a jovem o agrediu, levando-o a esfaqueá-la. Em sua confissão gravada, Maicol disse ter desferido dois golpes de faca no pescoço da vítima. Ele também relatou ter ficado desesperado e, após manter o corpo em sua casa, decidiu enterrá-lo na mata, já que ambos eram vizinhos em um bairro rural de Cajamar.
A perícia realizada no carro de Maicol não identificou sinais de violência. Familiares e amigos de Vitória acreditam na participação de Maicol no crime, mas suspeitam que ele possa ter contado com a ajuda de outras pessoas.
Contudo, para a polícia, o caso está elucidado, com o autor identificado e a motivação do crime estabelecida. A investigação aponta que Maicol se comportava como um “stalker”, perseguindo e monitorando Vitória de forma obsessiva.