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Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (21) revela que 51% dos brasileiros desaprovam o trabalho do Congresso Nacional, enquanto 42% aprovam a atuação de deputados e senadores. Outros 7% não souberam ou não responderam. O levantamento também mostrou ampla desconfiança da população em relação ao uso de emendas parlamentares: 82% acreditam que os recursos públicos não chegam aos municípios por causa de desvios ou corrupção.
O levantamento foi feito entre os dias 10 e 14 de julho, com 2.004 entrevistados presencialmente em todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Aprovação varia por sexo, renda e escolaridade
O recorte por sexo mostra que a aprovação ao Congresso é maior entre as mulheres (44%) do que entre os homens, grupo no qual 55% desaprovam o trabalho dos parlamentares. Por faixa etária, a menor taxa de aprovação (38%) está entre os brasileiros com 60 anos ou mais — grupo que também apresentou o maior índice de indecisos (11%).
A aprovação tende a ser maior entre os que possuem até o ensino fundamental (45%) e entre os que ganham até dois salários mínimos (47%). Já a desaprovação é mais expressiva entre brasileiros com ensino superior completo (59%) e entre aqueles com renda familiar acima de cinco salários mínimos (60%).
Avaliação por perfil político e voto
A pesquisa também investigou a percepção do Congresso entre eleitores com diferentes orientações políticas. A maior desaprovação (55%) aparece entre os que não votaram ou anularam/branco em 2022. Já entre os que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a aprovação ao Congresso chega a 48%.
Entre os que se identificam como lulistas ou petistas, a aprovação ao Congresso sobe para 61%. Por outro lado, a maior desaprovação aparece entre bolsonaristas (60%) e entre aqueles que se dizem “mais à esquerda”, mas não apoiam Lula ou o PT (59%).
Desconfiança em relação às emendas
O levantamento também abordou a percepção popular sobre as emendas parlamentares, tema que tem provocado embates entre Legislativo, Executivo e o Supremo Tribunal Federal (STF). Apenas 9% dos entrevistados acreditam que os valores chegam de fato aos municípios. A esmagadora maioria, 82%, vê as emendas como alvo de desvios ou corrupção. Outros 9% não souberam ou não quiseram responder.
A desconfiança é ainda mais alta entre homens (83%), pessoas de 35 a 59 anos (83%), com ensino superior completo (84%), renda acima de cinco salários mínimos (83%) e entre os que não votaram ou anularam o voto em 2022 (84%). A percepção negativa também é forte entre bolsonaristas e entre pessoas que se dizem de esquerda, mas não se identificam com o PT — ambos com 85%.
A pesquisa também mostrou desconhecimento generalizado sobre o valor destinado a emendas. Quando questionados se sabiam que deputados e senadores controlam R$ 50 bilhões em emendas parlamentares, 72% responderam que não. Apenas 27% disseram ter conhecimento desse montante.
Quanto à existência das emendas, 46% são contra parlamentares terem esse tipo de recurso, enquanto 38% são favoráveis. O restante não soube responder.