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Após viralizar nas redes sociais com um vídeo que denuncia como influenciadores brasileiros estariam estimulando, facilitando ou normalizando a exploração sexual infantil, o influenciador digital Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, foi convidado para participar de uma audiência pública na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados. O convite foi feito pelo deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM), que classificou a situação como grave.
“A infância brasileira precisa ser protegida. Não podemos admitir que crimes tão repugnantes fiquem impunes. É papel do Parlamento agir com firmeza para identificar e punir todos os responsáveis”, afirmou o parlamentar, que protocolou o requerimento nesta segunda-feira (11). Ainda não há data definida para a votação do convite pelo plenário da comissão.
A audiência deve contar com a presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, além de representantes da Polícia Federal e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a fim de aprofundar o debate sobre a proteção das crianças e adolescentes nas redes sociais.
No vídeo que causou repercussão, publicado na última quarta-feira (6), Felca chama atenção para o problema da “adultização” de crianças e adolescentes na internet. Ele destaca a atuação do influenciador digital Hytalo Santos, que produz conteúdos envolvendo crianças em situações que evidenciam sexualização precoce, contribuindo para um ambiente que alimenta a pedofilia na web.
O Ministério Público da Paraíba (MP-PB) investiga as denúncias relacionadas ao caso, que resultaram na suspensão da conta de Hytalo Santos no Instagram.
Paralelamente, na Câmara dos Deputados, o deputado Rodrigo Valadares (União-SE) protocolou pedido para criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de apurar as denúncias feitas por Felca. O vídeo do influenciador já acumula quase 30 milhões de visualizações em menos de uma semana.
“A intenção é investigar fatos relativos à promoção da erotização e difusão de conteúdo publicitário envolvendo crianças e adolescentes, bem como incentivar redes de pedofilia na internet”, explicou Valadares.