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Em uma reunião privada realizada na quarta-feira (11) na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, transmitiu ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sua preferência por manter abertas as negociações com o Irã em busca de um novo acordo nuclear.
Segundo Trump, em publicação em sua plataforma social, “não se chegou a nada definitivo além de que insisti que as negociações com o Irã devem continuar para ver se é possível chegar a um acordo ou não”. O presidente acrescentou que, caso as conversas falhem, “simplesmente teremos que ver qual é o resultado”.
A reunião, a sétima desde o início do segundo mandato de Trump, durou cerca de três horas e ocorreu sem a presença de jornalistas. De acordo com o escritório de Netanyahu, a agenda incluiu o processo de negociações com o Irã, a situação em Gaza e outros acontecimentos regionais, com o compromisso de ambos os líderes de manter coordenação e contato próximo.
Trump lembrou que, na última vez em que o Irã rejeitou um acordo nuclear, os Estados Unidos lançaram a Operação Martelo da Meia-Noite, uma ofensiva surpresa que incluiu o bombardeio de três instalações nucleares iranianas. O presidente declarou que “esperamos que desta vez eles sejam mais razoáveis e responsáveis”, referindo-se à disposição de Teerã para retomar o diálogo. Segundo informes oficiais, o conflito de junho deixou cerca de mil mortos no Irã e quase 40 em Israel.
A administração norte-americana mantém como linha vermelha que o Irã não possua armas nucleares nem mísseis balísticos. Israel, por sua vez, exige que qualquer novo acordo limite também o programa de mísseis iraniano e acabe com o apoio a grupos armados como Hamas e Hezbollah. O Irã rejeita essas condições, afirmando que só aceitaria restrições ao seu programa nuclear mediante o levantamento de sanções internacionais.
O encontro ocorreu pouco após conversas indiretas entre EUA e Irã em Omã, conduzidas pelo enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner. Netanyahu recebeu atualização sobre esses contatos após sua chegada a Washington. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, reconheceu que as “consultas sobre os próximos passos” continuam, mas alertou para o alto nível de desconfiança entre as partes.
Trump advertiu que, caso o Irã não aceite um acordo, “as consequências serão muito graves”. Enquanto isso, os Estados Unidos reforçaram seu desdobramento militar na região, liderado pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln, e recomendaram cautela frente a possíveis represálias. Diversos países árabes e islâmicos pediram moderação para não desestabilizar ainda mais o Oriente Médio, já afetado pelo conflito em Gaza.
Durante a reunião, Netanyahu assinou sua incorporação à Junta de Paz promovida por Trump para supervisionar o alto do fogo em Gaza, em presença do secretário de Estado, Marco Rubio. Inicialmente, o primeiro-ministro havia manifestado reservas sobre a composição do órgão, mas concordou em participar da gestão.
Trump destacou o “enorme progresso alcançado em Gaza”, mencionando a implementação de um plano de paz impulsionado pelos Estados Unidos. O presidente pretende convocar na próxima semana a primeira reunião da Junta de Paz, com o objetivo de estender a estabilidade a outros focos de tensão global.
(Com informações de EFE, AP e Europa Press)