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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, disse que “o menoscabo ao avanço civilizatório” proporcionado pelo sistema eletrônico de votação é um “projeto de matriz negacionista”.
Fachin participou nesta sexta-feira (05) do seminário “Eleições Gerais 2022, Democracia e Transparência”, organizado pelo TRE-BA (Tribunal Regional Eleitoral da Bahia).
O ministro afirmou que a Justiça Eleitoral não aceita imposições “de qualquer ordem ou de qualquer autoridade”. De acordo com ele, “diálogo sim, interferência jamais”.
“Esse tipo de estupefação com a engenhosidade e a competência de nossa Justiça Eleitoral é a rigor um triste resquício colonial, uma ressonância de atraso, vocalizada por quem não enxerga em nosso país a capacidade de propor as melhores soluções para os próprios problemas”, declarou.
“A democracia é inegociável e o negacionismo eleitoral que se volta contra ela é a rigor uma vanguarda, mas uma vanguarda do atraso”, afirmou o ministro.
O magistrado também defendeu a urna eletrônica. Fachin disse que o sistema representa “um basta” a abusos e fraudes verificadas no passado, como o chamado voto de cabresto e a distribuição de cédulas.
“Quem, sem provas, ataque esse sistema, está a atacar a democracia”, disse Fachin.
“Por isso, a própria sociedade brasileira ergueu-se em favor da Justiça Eleitoral”, continuou. “Dezenas e dezenas de manifestações de confiança e de apoio ao trabalho irrepreensível dessa Justiça especializada se verificaram espontaneamente em todo o país”.
O ministro do STF declarou que o resultado das eleições de outubro indicarão a “opção soberana do povo brasileiro”.
De acordo com ele, é preciso estar atento a 5 alicerces: sociedade civil mobilizada para a defesa da democracia; comunicação social e estreito relacionamento com mídia livre e investigativa; Congresso altivo e que defenda a democracia; diálogo com todas as forças de segurança, “cujo fim primordial é defender a democracia”; Poder Judiciário coeso, em especial os TREs.
“Chega de retórica de ataques”, disse. “Precisamos de paz, harmonia e entendimento. É assim que a democracia irá às urnas para reafirmar-se vigorosamente em outubro de 2022”, falou o ministro.
Segundo Fachin, “há um último horizonte de desafio”: o enfrentamento a desinformação.
O ministro disse ainda ser preciso “manter-se dentro da Constituição” e “manter o povo livre, alheio à dominação de líderes que são pródigos em apagar memórias e usar a força para usurpar do poder e negar a soberania da cidadania”.