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Os professores da rede municipal do Rio de Janeiro decidiram, em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (4), manter a greve que já dura mais de uma semana. A decisão foi tomada após a Câmara dos Vereadores aprovar, em primeira discussão, o Projeto de Lei Complementar 186/24, que propõe mudanças significativas nos benefícios da categoria.
Dos 51 vereadores, 46 participaram da votação: 31 foram favoráveis ao projeto, enquanto 15 se opuseram. A proposta, que ainda precisa ser aprovada em segunda discussão, altera principalmente a forma de contabilização da carga horária dos professores, passando a ser medida em minutos, ao invés de horas semanais. A mudança visa compensar os 400 minutos de aulas que deixam de ser ministrados devido à redução do tempo de aula, que passa a ser de 50 minutos.
Atualmente, os 50 minutos são contabilizados como uma hora/aula. Com a nova medida, os professores terão que dar 24 tempos de aula a mais por mês, o que tem gerado grande insatisfação entre a categoria. O Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe) afirmou que centenas de docentes participaram da assembleia e que, após a reunião, os servidores realizaram uma passeata até a Prefeitura do Rio, onde está marcado um ato de protesto.
Uma nova vigília está programada para esta quinta-feira (5), em frente à Câmara dos Vereadores, para acompanhar a segunda votação do projeto, que também incluirá a análise de emendas ao texto original. Após a votação, a categoria se reunirá novamente para avaliar os próximos passos.
A proposta, do prefeito Eduardo Paes (PSD), ainda precisa passar por mais uma votação na Câmara para ser sancionada e virar lei. Além disso, ao menos 20 emendas devem ser apresentadas durante o processo de discussão.