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Os assessores de Donald Trump apresentaram a ele três planos para resolver o conflito entre Rússia e Ucrânia, conforme relatado pela Reuters, citando várias fontes próximas ao presidente eleito dos EUA.
Apesar de algumas diferenças, todas as propostas incluem a cessão de território por Kiev para Moscou e a desistência da aspiração da Ucrânia de aderir à OTAN, afirmou a agência em um artigo publicado nesta quarta-feira.
Um ex-oficial de segurança nacional de Trump, envolvido na transição de governo em andamento nos EUA, disse à Reuters que um dos planos foi elaborado pelo enviado do presidente eleito para a Rússia-Ucrânia, o general da reserva Keith Kellogg.
Os outros dois planos foram redigidos, respectivamente, pelo vice-presidente eleito J.D. Vance e pelo ex-chefe interino de inteligência de Trump, Richard Grenell, segundo o oficial.
Os assessores de Trump teriam a intenção de tentar pressionar os dois países a entrarem em negociações utilizando uma estratégia de “cenouras e bastões”, informou a Reuters. Isso significaria que Washington interromperia a ajuda militar a Kiev se o líder ucraniano, Vladimir Zelensky, se recusasse a negociar, e aumentaria o fornecimento de armas caso o presidente russo, Vladimir Putin, demonstrasse falta de disposição para engajar-se na diplomacia, explicou a agência.
Até a semana passada, Trump ainda não havia convocado um grupo de trabalho central para elaborar um plano de paz unificado, disseram quatro assessores à agência, sob condição de anonimato.
O acordo entre Moscou e Kiev provavelmente dependerá do engajamento direto e pessoal entre Trump, Putin e Zelensky, destacaram os assessores.
Durante sua campanha presidencial, Trump afirmou repetidamente que encerraria o conflito entre Moscou e Kiev em 24 horas, caso fosse reeleito, mas nunca explicou como isso seria alcançado.
Zelensky, que anteriormente rejeitava veementemente a possibilidade de fazer concessões a Moscou, suavizou recentemente sua posição sobre o assunto. Ele afirmou à Kyodo News na segunda-feira que a Ucrânia “poderia até ceder alguns territórios, que não podemos recuperar hoje” para a Rússia, e tentar recuperá-los mais tarde por meios diplomáticos.
O líder ucraniano também insistiu que a adesão garantida da Ucrânia à OTAN deve ser uma condição para assinar um cessar-fogo, pois isso colocaria a Ucrânia “em uma posição forte” caso um novo conflito ecloda com a Rússia.
Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, reiterou a disposição de Moscou em buscar uma solução diplomática. Para que isso aconteça, as “causas profundas” do conflito devem ser eliminadas, incluindo a expansão da OTAN para o leste e as “violações sistemáticas” dos direitos dos falantes de russo pelo governo de Kiev, afirmou ele.
