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🧡 Ver Ofertas na ShopeeEmpresários de produtoras de funk de São Paulo estão entre os alvos da Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (15), que investiga um esquema de movimentação financeira ilícita estimado em mais de R$ 1,6 bilhão.
A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de usar o setor musical, transações em dinheiro vivo e criptoativos para esconder a origem dos recursos. Ao todo, a Justiça Federal em Santos expediu 39 mandados de prisão temporária, com prazo de 30 dias.
Entre os investigados estão Rodrigo Inácio de Lima Oliveira, ligado à produtora GR6 Eventos, e Henrique Alexandre Barros Viana, conhecido como “Rato”, dono da Love Funk.
A GR6 se apresenta como a “número 1 do funk” e gerencia a carreira de cerca de 300 artistas, incluindo nomes como MC Livinho, MC Hariel, MC Don Juan e MC IG. Já a Love Funk representa artistas como MC Paiva e Paulinho da Capital, além de ter participado do início da carreira de MC Daniel.
Segundo a Polícia Federal, os empresários teriam papel central no fluxo financeiro da suposta organização criminosa. As investigações apontam que eram realizadas transferências de alto valor, operações com criptomoedas no Brasil e no exterior e transporte de grandes quantias em dinheiro em espécie para dificultar o rastreamento dos recursos.
No caso de Rodrigo Oliveira, a PF cita movimentações financeiras e transferências diretas para o MC Ryan SP. Ele já havia sido investigado anteriormente por suspeita de envolvimento com financiamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Já Henrique Viana é apontado como responsável por operações sem comprovação de origem e suspeita de lavagem de dinheiro.
Durante a mesma operação, também foram presos os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo.
A defesa de MC Ryan SP, de 25 anos, afirmou em nota que ainda não teve acesso ao processo, que corre sob sigilo, e declarou confiar na inocência do artista. Disse ainda que “todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada” e que há “absoluta integridade de MC Ryan”.
Já a defesa de MC Poze do Rodo, nome artístico de Marlon Brandon Coelho Couto Silva, de 27 anos, informou que não teve acesso aos autos nem ao mandado de prisão e que irá se manifestar assim que tiver os documentos.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo utilizava diferentes mecanismos para ocultar dinheiro, incluindo criptoativos, transporte de valores em espécie e operações financeiras de grande volume. Os investigados poderão responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
As investigações seguem em andamento. Rodrigo Oliveira já havia sido alvo de outra operação em 2024, quando a PF apreendeu carros de luxo e aeronaves. Na época, sua defesa alegou “preconceito contra o funk”. Agora, os investigadores apuram se empresas do setor fonográfico foram usadas para movimentar valores bilionários de forma irregular.

















































































