🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Terça-feira (08) no Mercado Livre 🛍️ Ver Ofertas no Mercado Livre
🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Terça-feira (08) na Shopee
🧡 Ver Ofertas na ShopeeMinistro do STF declarou que Alexandre de Moraes teve “notícias da existência” dos documentos antes de requisitá-los formalmente; relatórios não têm timbre, assinatura ou valor probatório e são classificados como “documento de trabalho”.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que Alexandre de Moraes teve conhecimento prévio da existência de relatórios de inteligência da Polícia Federal que monitoravam sistematicamente sua atuação. A declaração consta da decisão desta terça-feira (8) que afastou Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, do cargo.
Segundo Mendonça, a própria decisão em que Moraes determinou a apresentação dos documentos mostra que o ministro já havia recebido informações sobre a existência do material. “E mais, conforme se depreende da própria decisão do ministro Alexandre de Moraes, previamente, este teria tido ‘notícias da existência’ desses relatórios”, escreveu Mendonça.
Os relatórios foram formalmente encaminhados por Andrei a Moraes em ofício assinado às 18h45 de 1º de setembro. O material foi posteriormente usado por Moraes para tentar incluir Mendonça no inquérito das fake news.
Relatórios sem valor probatório
O ponto central da decisão são seis “relatórios de inteligência” produzidos entre 3 e 31 de agosto de 2026. Mendonça descreveu os documentos como tecnicamente inválidos e ilícitos. Eles não têm timbre, brasão, numeração oficial nem autenticação — requisitos obrigatórios da Doutrina Nacional de Inteligência de Segurança Pública. O próprio material avisa que é de “difusão restrita”, “documento de trabalho” e “sem valor probatório”, e em um trecho registra “confiança agregada baixa”.
O material usado por Moraes se identifica como um documento de trabalho sem valor probatório. Também não tem timbre, assinatura, data de elaboração nem código de identificação dos analistas responsáveis. Um dos relatórios afirma que determinadas hipóteses tinham baixo grau de confiança e não permitiam uma manifestação institucional ou providência formal. Ainda assim, autorizava o monitoramento e a coleta dirigida de informações.
Para Mendonça, essa orientação demonstra que a inteligência da PF acompanhou sua atuação por mais de 30 dias. Ao menos seis relatórios foram produzidos no período, analisando suas decisões, suas relações institucionais e a atuação de integrantes da Advocacia-Geral da União (AGU) e da própria PF.
Afastamento de Andrei Rodrigues
A ciência de Andrei sobre os documentos é um dos argumentos centrais usados por Mendonça para afastá-lo do comando da PF. O ministro afirma que o ofício assinado pelo diretor-geral é a única peça que confirma oficialmente a procedência dos relatórios. Mendonça também sustenta haver indícios de omissão, participação e conhecimento da produção do material por integrantes da alta cúpula da PF.
Além de Andrei, Mendonça afastou Leandro Almada da Costa do cargo de diretor de Inteligência Policial. Determinou ainda que a Corregedoria da PF abra investigações penais e administrativo-disciplinares para identificar quem ordenou e executou a produção dos relatórios.




















































































