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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou bloquear a venda de aviões do fabricante canadense Bombardier no mercado americano, em mais um capítulo da escalada comercial entre os dois países. A declaração foi publicada na rede Truth Social, horas antes de o Canadá aplicar, nesta terça-feira (8), uma nova rodada de tarifas de retaliação contra produtos americanos.
“Não mais venda da Bombardier nos Estados Unidos!”, escreveu Trump. O presidente afirmou que a empresa deveria fabricar seus aviões no país e acusou o Canadá de bloquear “nossos grandes bancos e empresas”. Ele não detalhou se a suspensão seria uma proibição direta ou um recargo sobre a importação das aeronaves.
Impacto econômico e dependência do mercado americano
A Bombardier obtém mais da metade de sua receita do mercado dos Estados Unidos, segundo Trump. A empresa possui mais de 2,8 mil fornecedores distribuídos por 47 estados americanos. No caso do modelo Global 7500, mais da metade dos custos de produção corresponde à manufatura local: as asas são feitas no Texas, a aviônica em Iowa e os motores em Indiana, enquanto a montagem final ocorre no Canadá.
Histórico de tensões e contexto da disputa
Não é a primeira vez que Trump direciona críticas à Bombardier. Em janeiro, após considerar que Ottawa teria negado a autorização para novos modelos Gulfstream fabricados nos EUA, o presidente ameaçou retirar a permissão dos aviões da companhia no país e aplicar tarifa de 50% sobre as aeronaves. A advertência não foi concretizada, e Trump afirmou que o Canadá autorizou os Gulfstream no mês seguinte devido à sua intervenção.
Os modelos da Bombardier mantêm certificação da Administração Federal de Aviação (FAA), e não da Casa Branca, e continuam isentos dos gravames impostos por Washington. A empresa e o governo canadense não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
Disputa comercial entre EUA e Canadá
A ameaça ocorre em meio a uma disputa comercial que se intensificou nas últimas semanas. No mês passado, após o fracasso de negociações bilaterais, foram impostos tarifas de 50% sobre produtos canadenses no valor de cerca de US$ 20 bilhões, incluindo itens como tacos de hóquei e cimento, em vigor desde 22 de agosto. Três dias depois, Ottawa anunciou contramedidas com porcentagens de 15%, 25% e 50% sobre importações americanas, incluindo aço, alumínio e laticínios como queijo, que começam a valer nesta terça-feira (8). O primeiro-ministro Mark Carney também prevê dobrar de 25% para 50% os encargos sobre derivados siderúrgicos. As conversas entre os dois governos foram interrompidas após vários dias de reuniões em Washington, com Carney classificando as condições impostas pelos EUA como inaceitáveis.





















































































