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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) divulgou, na segunda-feira (7), um manifesto que defende a saída imediata dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF), além do afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O documento foi apresentado durante ato no Parque Ibirapuera, em São Paulo. (Vídeo no final da matéria).
O texto afirma que o Brasil vive um período de “torpor” e perdeu a capacidade de indignação diante de problemas políticos, econômicos e de segurança. “Hoje, estamos tomados pelo torpor. Estamos anestesiados, sem indignação real”, diz o manifesto.
Críticas ao STF e ao sistema político
O manifesto contesta a ideia de que o país esteja dividido entre dois polos políticos. Segundo o texto, “não há polarização” e tanto a direita quanto a esquerda seriam influenciadas pelos mesmos interesses. O documento cita nominalmente o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e afirma que “a direita hegemônica e a esquerda governista são dominadas pelos mesmos sócios no crime, Daniel Vorcaro entre eles”.
O manifesto também faz críticas ao STF e afirma que a Corte seria uma “peça central” desse arranjo. Em outro trecho, o documento afirma que o Brasil estaria submetido a um sistema marcado por “acordões, dinheiro em maleta e negócios com banqueiros”. O texto cita escritórios de advocacia, estatais e outros espaços como locais onde esses acordos seriam realizados.
Saída de autoridades e investigações
Entre as principais propostas, o manifesto defende a “imediata saída” de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes do STF. Também pede a saída de Andrei Rodrigues da direção-geral da PF e de Paulo Gonet do comando da PGR. Em relação ao Banco Master, o documento defende a manutenção das investigações e afirma que devem ser alcançados “todos os líderes políticos, empresariais e do meio jurídico brasileiro” envolvidos no caso.
O manifesto pede ainda que seja aberta a chamada “caixa-preta do Banco Master” e usa a expressão “que parem todos na cadeia” ao defender a responsabilização dos envolvidos. O documento também menciona pessoas e locais relacionados às investigações, como Viviane de Moraes e seu escritório de advocacia, o Resort Tayayá e pessoas relacionadas ao financiamento de Daniel Vorcaro ao filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O manifesto defende que as investigações sobre o Banco Master continuem sob condução do ministro André Mendonça, do STF.
Convocação aos candidatos e mobilização nacional
Ao divulgar o documento, Renan afirmou que pretende transformar as críticas em mobilização política e convocou os demais candidatos à Presidência a assinarem o manifesto. Na conclusão, o texto faz um chamado à mobilização nacional e afirma: “Esta é a última convocatória em favor do futuro da Nação — o último chamado para que o Brasil ainda possa existir como Nação”. O manifesto também convoca os brasileiros a romperem com o que chama de “ciclo das nossas elites podres e moribundas”. “Ainda podemos pôr fim ao caos”, afirma o documento. “A saída é política. E a reforma do Brasil é responsabilidade nossa”, diz o manifesto.
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