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Autoridades dos estados do Tocantins e do Maranhão emitiram um alerta à população para evitar o consumo, o uso e o contato com as águas do Rio Tocantins na região onde ocorreu o colapso da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga os dois estados.
No dia 22 de dezembro, o vão central da ponte, com 533 metros de extensão, desabou, derrubando pelo menos 10 veículos, incluindo quatro caminhões, três carros de passeio e três motocicletas.
O alerta foi emitido após a confirmação da presença de cargas contendo substâncias perigosas, como defensivos agrícolas e produtos químicos, incluindo ácido sulfúrico. As Secretarias de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e da Defesa Civil Estadual do Tocantins, junto à Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Maranhão (Sema) e à Prefeitura de Estreito, destacaram o alto risco à saúde pública e ao meio ambiente devido à possível liberação dessas substâncias no rio.
Moradores de diversas cidades foram orientados a evitar qualquer contato com as águas do Rio Tocantins na área afetada pelo acidente, como banhos e consumo de água. O alerta se estende especialmente às populações de Aguiarnópolis, Maurilândia do Tocantins, Tocantinópolis, São Miguel do Tocantins, Praia Norte, Carrasco Bonito, Sampaio, Itaguatins, São Sebastião do Tocantins e Esperantina, no Tocantins, e de Estreito, Porto Franco, Campestre, Ribamar Fiquene, Governador Edison Lobão, Imperatriz, Cidelândia, Vila Nova dos Martírios e São Pedro da Água Branca, no Maranhão.
Equipes técnicas de ambos os estados, em colaboração com outros órgãos, estão monitorando a situação. As ações incluem a avaliação da qualidade da água, a contenção da contaminação e a remoção dos veículos submersos. O governo do Tocantins informou que a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) interrompeu temporariamente os sistemas de captação e tratamento de água em Imperatriz, localizada a cerca de 120 km de Estreito. A população foi orientada a economizar água, e caminhões-pipa foram enviados para fornecer água a unidades de saúde e delegacias.
A possível contaminação levou à suspensão das buscas pelos desaparecidos. De acordo com a Defesa Civil de Estreito, até o momento, 16 pessoas estão desaparecidas, uma morreu e outra segue hospitalizada. Agentes do Ibama e do ICMBio estão na região para avaliar o impacto da contaminação na fauna e flora locais, incluindo a possível morte de peixes.
Após sobrevoar a área do acidente, o Ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou a decretação de situação de emergência na região e a destinação de mais de R$ 100 milhões para a recuperação da ponte e a remoção dos escombros. Equipes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) estão avaliando a situação e as causas do colapso para tomar as medidas necessárias. O ministro garantiu que a reconstrução será realizada com todas as garantias de segurança e afirmou que a pasta trabalha para liberar os recursos ainda em 2024, com o objetivo de contratar a reconstrução da ponte ainda dentro do exercício deste ano.