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O presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (7) que seu governo iniciará conversas diretas com o Irã ainda esta semana, com o objetivo de buscar um acordo que evite o que chamou de “alternativa óbvia”: uma ação militar.
“Estamos mantendo conversas diretas com o Irã”, declarou Trump a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, durante um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A fala ocorre após o republicano intensificar sanções contra Teerã e ameaçar ataques norte-americanos.
“Teremos uma reunião muito importante no sábado… fechar um acordo seria preferível à alternativa óbvia”, disse Trump, sem revelar quem participará das negociações nem o local do encontro. Segundo ele, o diálogo ocorrerá em “quase o mais alto nível” dos dois governos.
Trump indicou que um eventual acordo seria positivo principalmente para os iranianos. “Estaríamos lidando diretamente com eles, e talvez consigamos um acordo — isso seria ótimo. Seria realmente ótimo para o Irã, posso garantir.”
Ao comentar o que poderia ocorrer caso as negociações fracassem, o ex-presidente foi enfático: “Acho que, se as conversas não forem bem-sucedidas, o Irã estará em grande perigo. E eu odeio dizer isso, mas estarão em grande perigo, porque eles não podem ter uma arma nuclear”.
“Não é uma fórmula complicada. O Irã não pode ter uma arma nuclear. É só isso… E se os diálogos falharem, acredito que será um dia muito ruim para o Irã”, reforçou.
Trump endureceu as sanções econômicas contra o Irã em fevereiro, retomando a política de “pressão máxima” interrompida pelo governo Biden. À época, ele disse que havia ordenado a “aniquilação” do regime iraniano caso tentassem assassiná-lo.
No mês passado, Trump voltou a subir o tom ao ordenar ataques aéreos contra militantes houthis no Iêmen, apoiados por Teerã. Os houthis têm disparado contra embarcações no Mar Vermelho, afetando o comércio internacional.
“Cada disparo dos houthis será tratado, de agora em diante, como um disparo vindo das armas e da liderança do IRÃ. E o IRÃ será responsabilizado e sofrerá as consequências — e essas consequências serão graves”, escreveu o ex-presidente em uma rede social.
Trump afirma que o regime iraniano planejou assassiná-lo, como vingança pela morte do general Qasem Soleimani, comandante da Guarda Revolucionária iraniana, morto por um ataque dos EUA em janeiro de 2020.
Durante seu primeiro mandato, Trump rompeu com o acordo nuclear firmado por Barack Obama, alegando que o pacto era falho e permitia que o Irã continuasse com ambições nucleares. Ele também afirmou que a medida ajudou a cortar o financiamento iraniano a grupos terroristas e movimentos armados no Oriente Médio.