Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
O presidente dos Estados Unidos e atual candidato republicano, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (11) que pretende, “em algum momento”, conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre as tarifas de 50% impostas ao Brasil, mas ressaltou que esse diálogo “não agora”. Durante a declaração, Trump voltou a defender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem classificou como “muito honesto” e “amado pelo povo brasileiro”.
A fala ocorreu em resposta à repórter brasileira Raquel Krähenbühl, da TV Globo, em Washington. “Talvez aconteça em algum momento, mas não agora. Ele [Lula] está tratando o presidente Bolsonaro de forma muito injusta. Eu o conheço [Bolsonaro] bem, já negociei com ele, e ele é um bom negociador. Posso te falar que ele é um homem muito honesto e ama o povo brasileiro”, afirmou Trump.
As novas tarifas foram anunciadas na última quarta-feira (9) por meio de uma carta enviada ao presidente Lula e publicada por Trump em sua rede social, a Truth Social. O Brasil será o país mais afetado entre os 22 alvos das medidas protecionistas anunciadas pelo republicano, que busca retornar à Casa Branca nas eleições deste ano.
O tarifaço entrará em vigor no dia 1º de agosto e será aplicado separadamente de outras tarifas setoriais já existentes, como as que incidem sobre aço e alumínio. Em abril, produtos brasileiros já haviam sido taxados em 10%. Agora, além da manutenção dessas taxas, os Estados Unidos impuseram novas tarifas de 50% também sobre o cobre, conforme comunicado feito na quinta-feira (10).
Na carta enviada a Lula, Trump justificou as medidas afirmando que a relação comercial atual é “injusta” e associou a decisão à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação a Bolsonaro. “O Brasil está sendo tratado de maneira injusta pelos próprios líderes, especialmente com o que fizeram com o presidente Bolsonaro”, escreveu Trump.
As medidas têm gerado preocupação no setor produtivo brasileiro, que tem pedido cautela nas tratativas diplomáticas e a abertura de negociações com os Estados Unidos.
Na quinta-feira (10), o presidente Lula reagiu à decisão americana. “Se os Estados Unidos não quiserem comprar do Brasil, o governo vai procurar quem queira”, declarou. Segundo o presidente, a relação comercial com os EUA não é essencial para a sobrevivência do país.