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As Forças Armadas da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) abriram fogo contra pelo menos dois navios nas águas próximas a Omã após uma nova escalada de tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, segundo informações citadas por um oficial dos Estados Unidos. O episódio ocorre em meio a um cenário de crescente instabilidade na região e novas trocas de acusações entre Teerã e Washington.
De acordo com relatos da Organização de Comércio Marítimo do Reino Unido, duas embarcações de patrulha iranianas se aproximaram de um petroleiro a cerca de 20 milhas náuticas a nordeste de Omã, por volta do meio-dia no horário local, e teriam aberto fogo sem provocação prévia, segundo o comandante do navio.
Registros de áudio também indicam que ao menos dois navios de bandeira indiana foram forçados a recuar após os disparos. Um deles seria um superpetroleiro VLCC transportando cerca de 2 milhões de barris de petróleo iraquiano, segundo monitoramento de tráfego marítimo citado em redes de acompanhamento naval.
O incidente levou a Índia a convocar o embaixador iraniano em Nova Délhi para expressar “profunda preocupação” e cobrar a garantia de passagem segura de embarcações pelo estreito, considerado uma das rotas mais estratégicas do comércio global de energia.
A região do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo, voltou ao centro de uma disputa militar e diplomática. Nos últimos dias, o Irã tem enviado sinais contraditórios sobre o controle da passagem, chegando a afirmar que havia reaberto o estreito na sexta-feira, enquanto simultaneamente ameaçava fechá-lo novamente em resposta a uma suposta bloqueio naval liderado pelos Estados Unidos.
Segundo autoridades militares iranianas, o controle da área teria “retornado ao estado anterior”, sob supervisão das forças armadas do país. A Guarda Revolucionária também afirmou que continuará restringindo a passagem de navios enquanto o bloqueio aos portos iranianos permanecer em vigor.
O comando militar dos Estados Unidos para o Oriente Médio, o US Central Command (CENTCOM), informou que navios americanos têm atuado na região para garantir a liberdade de navegação e que embarcações comerciais estão sendo orientadas a mudar de rota quando necessário.
Em meio à escalada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã tenta “chantagear” outros países com ameaças de fechamento do estreito, mas declarou que “não podem nos chantagear”. Ele também disse que, apesar das tensões, ainda há conversas diplomáticas em andamento.
Trump ainda minimizou os impactos de uma possível interrupção no tráfego marítimo, afirmando que parte das rotas comerciais já estaria sendo redirecionada para portos nos Estados Unidos.
Do lado iraniano, o comando militar reiterou que o controle do Estreito de Ormuz está sob sua gestão e que a passagem de navios depende de autorização. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou ainda que seguirá bloqueando o tráfego enquanto considerar que suas condições de segurança não estão sendo respeitadas.
O episódio ocorre em meio a uma série de incidentes recentes envolvendo embarcações comerciais na região, incluindo ataques com drones e projéteis. O clima de tensão preocupa autoridades internacionais e o setor de navegação, que avaliam riscos crescentes para o transporte de petróleo e cargas estratégicas.
Apesar da escalada militar no mar, canais diplomáticos seguem ativos, com mediadores internacionais tentando evitar uma ampliação do conflito.






















































