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🧡 Ver Ofertas na ShopeePesquisador de segurança Håkon Måløy descobriu vulnerabilidade no Microsoft 365 Copilot que permite a execução de instruções invisíveis em documentos; brecha foi reportada em março, recebeu patches provisórios, mas segue sem correção definitiva.
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O pesquisador de segurança Håkon Måløy demonstrou como um malware oculto em documentos do Microsoft Word pode enganar a inteligência artificial da Microsoft, permitindo que arquivos sejam modificados secretamente sem o conhecimento do usuário. A vulnerabilidade afeta diretamente o Microsoft 365 Copilot, assistente de IA da empresa, e foi revelada como parte da série “Context Collapse”.
A técnica pertence à família de ataques conhecida como Cross-Domain Prompt Injection (XPIA). O método consiste em inserir instruções em linguagem natural escritas com texto branco sobre fundo branco em arquivos do Word. Embora fiquem invisíveis para o usuário humano, o Copilot elimina a formatação visual ao processar o texto, permitindo que o modelo de linguagem leia e execute os comandos ocultos.
Ataque silencioso e propagação persistente
O ataque pode ser ativado mesmo sem que o usuário abra o arquivo. Basta que o documento malicioso esteja salvo no OneDrive e que o Copilot o selecione automaticamente durante buscas em modo Work IQ.
O documento infectado carrega duas instruções invisíveis principais:
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Alteração de dados: Ordena que o Copilot modifique o conteúdo gerado — como reduzir pela metade todas as cifras financeiras de um relatório trimestral.
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Autopropagação: Orienta o assistente a copiar as mesmas instruções ocultas para novos documentos gerados, sob pretexto de ajustes de formatação ou rastreamento de fontes.
Dessa forma, o novo arquivo enviado a outro usuário passa a conter o mesmo código invisível, perpetuando o ciclo. O procedimento não gera alertas ou notificações, pois o Copilot realiza as ações em segundo plano.
Cronologia da descoberta e resposta da Microsoft
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6 de março: Måløy reportou a vulnerabilidade ao Microsoft Security Response Center (MSRC).
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31 de março: A Microsoft reconheceu a brecha e lançou um patch inicial em abril, reconfigurando a função “Edit with Copilot”.
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Abril: Måløy contornou a proteção alterando ligeiramente a redação dos comandos, reabrindo a investigação interna.
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14 de julho: A empresa atualizou o modelo subjacente para o GPT-5.5. No entanto, testes posteriores com o GPT-5.6 demonstraram que a falha persisto.
Até a data da divulgação, a vulnerabilidade seguia sem solução definitiva. Em comunicado ao portal The Register, a Microsoft declarou:
“Abordamos os achados reportados pelo pesquisador e agradecemos sua colaboração através do processo de divulgação coordenada. Para gerenciar esse tipo de risco, utilizamos uma estratégia de defesa em profundidade com salvaguardas em múltiplos pontos que bloqueiam instruções maliciosas e ajudam a manter as tarefas alinhadas com as solicitações dos usuários. Recomendamos que os clientes instalem as atualizações mais recentes e tratem com cautela qualquer conteúdo de fontes desconhecidas.”
Riscos e recomendações
Segundo Måløy, o desafio ultrapassa o ecossistema do Microsoft Word, afetando qualquer assistente de IA que analise conteúdos não confiáveis: “O conteúdo que é inspecionado participa ativamente do ato de inspeção”, explica o pesquisador, ressaltando que comandos ocultos podem manipular o comportamento do modelo antes que ele identifique a ameaça.
Para mitigar riscos enquanto não há correção definitiva, o especialista recomenda:
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Tratar arquivos externos ou do OneDrive como potencialmente perigosos ao usar o Copilot.
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Revisar atentamente todos os documentos e relatórios gerados por IA antes de compartilhá-los.
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Implementar metadados de procedência nos documentos para rastrear edições e facilitar a detecção de alterações indevidas.
















































































