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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (27) que chegou a um acordo comercial com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. O entendimento foi firmado durante um encontro no resort de Trump em Turnberry, na Escócia.
“Chegamos a um acordo. É um bom acordo para todos”, afirmou o presidente a jornalistas após a reunião com von der Leyen. A líder europeia também celebrou o resultado: “É um bom acordo, que dará estabilidade e previsibilidade a ambos os lados do Atlântico”.
Segundo Trump, o pacto inclui o compromisso da União Europeia de comprar US$ 750 bilhões em energia e investir US$ 600 bilhões suplementares nos Estados Unidos.
O acordo ocorre poucos dias antes do prazo final estabelecido por Washington para evitar tarifas de 30% sobre as exportações europeias. A medida entraria em vigor em 1º de agosto, mas foi desativada após o acerto entre os dois lados.
Desde abril, os Estados Unidos já aplicam uma tarifa mínima de 10% sobre produtos europeus — percentual que inicialmente seria de 20%, mas foi reduzido como gesto de boa vontade durante as negociações. Os detalhes financeiros completos do novo acordo ainda não foram divulgados.
Na fase anterior das conversas, Trump havia deixado claro que os produtos europeus não poderiam ter alíquota inferior a 15%, posição que já era considerada aceitável pelas autoridades da União Europeia. O presidente também afirmou que produtos farmacêuticos estão excluídos do acordo. “Temos que fabricá-los nos Estados Unidos”, declarou.
Apesar do entendimento com a UE, o governo americano confirmou que manterá o 1º de agosto como data-limite para a entrada em vigor das novas tarifas sobre dezenas de parceiros comerciais. O anúncio foi feito pelo secretário de Comércio, Howard Lutnick, em entrevista à Fox News neste domingo.
“Não haverá prorrogações nem mais períodos de graça. O 1º de agosto está mantido. As tarifas entrarão em vigor. As alfândegas começarão a recolher o dinheiro e pronto”, afirmou Lutnick, indicando que a administração Trump não pretende ampliar o prazo para acordos bilaterais antes da aplicação das tarifas.
A Casa Branca já notificou oficialmente líderes de diversos países sobre a medida iminente. A partir da próxima quinta-feira, produtos importados de Brasil, Canadá, México, Japão, Coreia do Sul, Camboja e Bangladesh enfrentarão tarifas diferenciadas, que variam entre 25% e 50%, dependendo do país e do setor.
Segundo autoridades americanas, o objetivo é pressionar países a assinarem acordos comerciais bilaterais, nos moldes do fechado com a União Europeia. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, explicou: “O presidente e sua equipe comercial querem conseguir os melhores acordos para o povo americano e para o trabalhador americano”.
Lutnick destacou que a entrada em vigor das tarifas não impede negociações futuras. Segundo ele, o presidente Trump está disposto a continuar conversando com países que aceitem rever práticas comerciais consideradas desleais pelos Estados Unidos.
Até o momento, apenas Reino Unido, Vietnã, Indonésia, Filipinas e Japão fecharam acordos comerciais com os EUA. Esses países aceitaram tarifas superiores a 10%, mas ainda abaixo das mais altas que serão impostas a quem não fechar pacto com Washington.
O novo modelo de tarifas prevê:
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50% para o Brasil,
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35% para o Canadá,
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30% para o México,
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25% para o Japão e Coreia do Sul,
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36% para Camboja,
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35% para Bangladesh — dois dos principais exportadores de vestuário para os EUA.