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A Ucrânia denunciou a presença de componentes fabricados na Índia em drones russos, utilizados para atacar posições militares e alvos civis. A denúncia surge em meio a uma escalada de tensão diplomática, com os Estados Unidos, sob o comando de Donald Trump, acusando a Índia de financiar a “máquina de guerra russa” e ameaçando o país com novas tarifas.
“Estes drones são utilizados na frente de combate e contra civis. Em particular, são modelos Shahed/Geran. A Rússia deve ter negado o acesso a peças fabricadas no estrangeiro que tornam possível fabricar essas armas e o assassinato de ucranianos”, advertiu Andri Yermak, chefe de gabinete do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.
A denúncia ucraniana coincide com uma nova ofensiva verbal do presidente americano, Donald Trump, que acusou a Índia de “comprar quantidades massivas de petróleo russo” e revendê-lo “com grandes lucros” no mercado. Como forma de punição, Trump anunciou que irá aumentar as tarifas sobre as exportações indianas para os EUA. “Eles não se importam com quantas pessoas estão sendo mortas na Ucrânia pela máquina de guerra russa”, escreveu Trump em sua rede social, o Truth Social.
O governo indiano reagiu com dureza, classificando as acusações de “injustificadas e irresponsáveis” e afirmando que a Índia tem o direito de proteger sua segurança energética e seus interesses estratégicos.
Posição Ambígua da Índia
Desde o início da invasão, a Índia tem mantido uma posição ambígua, abstendo-se de condenar Moscou em fóruns multilaterais e aumentando significativamente suas compras de petróleo russo, aproveitando os descontos oferecidos pelo Kremlin. Essa estratégia, junto com a da China e outros países, tem ajudado a Rússia a contornar as sanções impostas pelo Ocidente, permitindo que a economia de guerra do país seja mantida e que a ofensiva militar na Ucrânia continue.
Trump, frustrado com a falta de avanço diplomático, deu um ultimato de dez dias a Moscou para um acordo de paz e ameaçou impor sanções secundárias a países que compram petróleo russo, visando principalmente China e Índia. Além disso, o presidente americano enviou um emissário especial, Steve Witkoff, para uma rodada de negociações em Moscou.