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O primeiro-ministro do Qatar, xeique Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, afirmou em entrevista à CNN na quarta-feira (10) que o país responderá ao ataque israelense contra dirigentes do Hamas em Doha, ocorrido na terça-feira (9). A delegação de negociação que tinha como objetivo discutir o fim do conflito na Faixa de Gaza sobreviveu ao bombardeio. A operação foi atribuída pelas autoridades a Forças de Defesa de Israel (IDF) e à Agência de Segurança Interna (ISA).
“O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, está arrastando o Oriente Médio para o caos”, declarou al-Thani. Ele ainda criticou as negociações conduzidas por Israel, afirmando que Netanyahu estaria “desperdiçando” o tempo do Qatar e sugerindo que não há uma intenção genuína de encerrar a guerra ou libertar os reféns.
O Qatar tem atuado como principal mediador no conflito de quase dois anos entre Hamas e Israel. “As famílias dos reféns estão contando com essa mediação. Elas não têm outra esperança”, disse o xeique. Ele afirmou ainda que, apesar dos esforços do país para o fim do conflito, o ataque israelense “acabou com qualquer esperança para esses reféns”.
Al-Thani também mencionou que uma ação está sendo discutida com aliados do Qatar e que há planos em andamento para uma cúpula em Doha em breve, sem especificar datas.
Netanyahu reagiu às críticas em relação ao ataque a Doha na quarta-feira (10). Segundo o The Times of Israel, o premiê comparou a operação a ações dos Estados Unidos após os atentados de 11 de setembro de 2001 e pediu que o Qatar expulse os integrantes do Hamas ou os leve à Justiça. “Se não o fizerem, nós o faremos”, afirmou Netanyahu.
O ataque a Doha também gerou reações nos Estados Unidos. Na terça-feira (9), o ex-presidente Donald Trump criticou a operação de Israel em publicação na Truth Social, destacando que a decisão foi tomada por Netanyahu. Apesar disso, Trump declarou que eliminar o Hamas é um “objetivo digno” e que o grupo “lucrou com o sofrimento daqueles que vivem em Gaza”.