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Netanyahu descarta cessar-fogo e exige fim do Hezbollah para negociar com o Líbano

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quarta-feira (data não especificada no texto original) que não aceitará qualquer cessar-fogo no Líbano e condicionou qualquer negociação com Beirute ao desmantelamento completo do grupo Hezbollah. Ao mesmo tempo, ele disse que Israel está “preparado para qualquer cenário” caso o conflito com o Irã volte a escalar.

As declarações foram feitas após uma reunião realizada em Washington entre representantes de Israel e do Líbano com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. O encontro foi o primeiro contato bilateral direto entre os dois países desde 1983. Enquanto o Líbano pediu um cessar-fogo imediato, Israel chegou ao encontro sem disposição para aceitar a proposta.

Netanyahu afirmou que as negociações só avançam porque Israel estaria em posição de força. Segundo ele, as condições impostas por seu governo são claras: o desmantelamento total do Hezbollah e uma paz considerada “duradoura, alcançada pela força”. O premiê também disse ter ordenado ao Exército israelense a ampliação de uma zona de segurança em direção ao monte Hermon, com o objetivo de proteger comunidades drusas.

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O principal foco dos combates no momento é a cidade de Bint Jbeil, localizada perto da fronteira com Israel. A região é considerada estratégica e simbólica para o Hezbollah. Foi ali que o líder do grupo, Hassan Nasrallah, fez um discurso histórico em 2000, após a retirada israelense do sul do Líbano, e também um dos principais pontos de resistência na guerra de 2006.

Netanyahu afirmou que as forças israelenses estão próximas de “eliminar esse grande bastião do Hezbollah”, classificando a cidade como uma das principais bases do grupo no sul libanês.

Segundo a agência Reuters, a divisão 98 do Exército israelense cercou Bint Jbeil após intensos combates, com relatos de mais de cem combatentes mortos na semana anterior. Fontes de segurança do Líbano, citadas pela rede Al Jazeera, afirmam que a ofensiva incluiu artilharia pesada, ataques aéreos e o uso de bombas de fósforo branco — algo que Israel não confirmou oficialmente.

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A escalada no Líbano também está ligada às tensões mais amplas envolvendo o Irã. Um cessar-fogo parcial teria sido mediado por Imran Khan (Paquistão), mas há divergências sobre seus termos. Enquanto Irã e mediadores afirmam que o acordo incluiria o Líbano, Israel e Estados Unidos negam essa interpretação.

Netanyahu foi categórico ao dizer que “não há cessar-fogo no Líbano”. Segundo ele, no mesmo período em que a trégua foi anunciada, Israel realizou mais de cem ataques no território libanês, incluindo bombardeios em áreas residenciais de Beirute, que teriam causado centenas de mortes. De acordo com autoridades de saúde libanesas, o conflito já deixou mais de 2.100 mortos e cerca de 6.500 feridos.

Sobre o Irã, o premiê israelense afirmou que os Estados Unidos mantêm Israel informado sobre as negociações com Teerã e que ambos os países compartilham objetivos estratégicos, como limitar o programa nuclear iraniano e impedir o enriquecimento de urânio no país. Ele também citou a reabertura do estreito de Ormuz como parte das preocupações regionais.

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Netanyahu disse ainda que é cedo para prever o desfecho da crise, mas reforçou que Israel está preparado para qualquer eventualidade de uma nova escalada militar.

A embaixadora do Líbano, Nada Hamadeh Moawad, classificou o encontro em Washington como “construtivo”, mas reforçou a necessidade de um cessar-fogo imediato e de respeito à soberania libanesa.

Já o Hezbollah criticou as negociações e pediu que o governo libanês se retire do diálogo, chamando o processo de “inútil”. Com os combates em andamento e posições diplomáticas cada vez mais distantes, a crise entre Israel e Líbano segue sem perspectiva de avanço no curto prazo.

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