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🧡 Ver Ofertas na ShopeeOrganização criada com apoio de Donald Trump para estabilizar o enclave palestino rejeitou versões de retirada imediata e condicionou o cronograma ao cumprimento de obrigações pelo grupo terrorista
A Junta de Paz para Gaza, organização criada com o respaldo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para impulsionar a estabilização do enclave palestino, afirmou nesta segunda-feira (3) que a retirada total das tropas israelenses para além da chamada “Linha Amarela” só começará uma vez que o Hamas complete seu desarmamento integral.
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Em comunicado divulgado na rede social X, a entidade, comandada pelo diplomata búlgaro Nikolai Mladenov, rejeitou versões que apontavam para uma retirada imediata de Israel e precisou que o calendário dependerá do cumprimento das obrigações assumidas pelo Hamas.
“Contrariamente a informações inexatas, a retirada total das Forças de Defesa de Israel além da Linha Amarela só terá lugar uma vez que se complete o desarmamento, tal como Hamas se comprometeu com os mediadores. Isso se aplica tanto a armas leves como pesadas, assim como aos túneis”, afirmou a Junta de Paz.
Reunião com Netanyahu e alinhamento com Israel
A declaração foi publicada após uma reunião realizada nesta segunda-feira entre Mladenov e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Segundo a Junta de Paz, o encontro permitiu abordar de maneira “construtiva e exaustiva” os próximos passos do plano para Gaza.
O organismo acrescentou que mantém uma coincidência plena com o governo israelense sobre o objetivo final do processo. “Compartilhamos uma visão comum e um objetivo claro e indiscutível: o desarmamento completo na Faixa e a transição de um regime armado para uma governança civil”, indicou.
Supervisão internacional e compromissos
A Junta de Paz explicou que a aplicação do acordo será supervisionada por uma Força Internacional de Estabilização e por um Comitê de Verificação da Implementação, integrado por representantes dos Estados Unidos e da própria Junta.
O organismo também sublinhou que o avanço do processo dependerá de que todas as partes respeitem os compromissos estabelecidos. “O progresso contínuo para a plena implementação depende de que cada parte cumpra com suas obrigações conforme o marco acordado”, afirmou o comunicado.
Divergências e pressão israelense
A aclaração ocorreu depois que surgiram diferenças entre Washington e Jerusalém sobre o conteúdo da próxima fase do plano para Gaza. Dias atrás, a Junta de Paz havia difundido um documento que propunha uma retirada gradual das forças israelenses e o cessar imediato das operações militares — proposta questionada pelo governo de Netanyahu.
Desde a chancelaria israelense, foi afirmado que o texto divulgado publicamente não refletia a posição oficial de Israel e que as observações foram transmitidas às autoridades americanas. Integrantes do gabinete de segurança israelense reclamaram a revisão do acordo, alegando que algumas disposições não garantiam suficientemente a desmilitarização do Hamas.
O anúncio de Trump e a posição do Hamas
A Junta de Paz emitiu seu novo pronunciamento poucos dias depois de Trump anunciar que o Hamas havia aceitado um acordo para seu “desarmamento total”, que chamou de “marco histórico”. O plano prevê que, após a entrega do armamento e o desmantelamento dos túneis, possa ser iniciada uma nova etapa focada na administração civil do território.
O Hamas confirmou sua disposição em avançar com o desarmamento, mas reiterou que o processo deve ser acompanhado pela retirada das forças israelenses de Gaza. O grupo também apresentou outras condições, incluindo a reconstrução do enclave, garantias para a autodeterminação palestina e a criação de um Estado palestino independente.
As autoridades israelenses insistem que qualquer acordo duradouro exige a eliminação verificável e irreversível da capacidade militar do grupo terrorista.


















































































