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A instabilidade provocada pelo ciclone extratropical continua impactando a rotina da população e a operação dos aeroportos de São Paulo na manhã desta quinta-feira (11/12). O Aeroporto Internacional de Guarulhos e o Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital, registram centenas de voos cancelados, afetando viajantes em diversos destinos do país. Somando os impactos de quarta-feira (10/12), mais de 300 viagens foram prejudicadas.
Em Guarulhos, foram cancelados 27 voos, sendo 8 partidas e 19 chegadas. Entre os destinos afetados estão linhas para Rio de Janeiro, Porto Alegre, Ilhéus, Foz do Iguaçu, Manaus, Goiânia e Belém. Já em Congonhas, o número de cancelamentos chegou a 41 voos, incluindo 13 partidas e 28 chegadas, impactando trajetos para Porto Alegre, Vitória, Brasília, Salvador, Recife, Maceió e Rio de Janeiro.
O cenário nos terminais paulistas é de caos, com filas longas nos balcões das companhias aéreas e passageiros tentando se abrigar nos bancos, sem informações claras sobre os novos horários de voo. Reflexos da instabilidade também foram sentidos em aeroportos do Rio de Janeiro e de Brasília, segundo relatos de passageiros.
Além das dificuldades nos aeroportos, a energia elétrica segue comprometida na Região Metropolitana de São Paulo, com mais de 1,5 milhão de imóveis sem luz na manhã desta quinta-feira. Só na capital paulista, 1.023.823 endereços permanecem sem fornecimento, de acordo com a concessionária Enel.
O Corpo de Bombeiros registrou 1.327 chamados relacionados à queda de árvores, 19 para desabamentos ou desmoronamentos e três para enchentes e alagamentos no período.
Diante da situação, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) enviou um ofício à Enel solicitando esclarecimentos sobre o apagão. No documento, a agência destaca que a Defesa Civil já havia previsto a ocorrência do ciclone extratropical para os dias 9 e 10 de dezembro, com potencial para gerar rajadas de vento e queda de árvores em diversos pontos, o que poderia interromper o fornecimento de energia elétrica.
Segundo a Aneel, a área de concessão da Enel foi atingida pelo fenômeno climático, deixando mais de 2 milhões de unidades sem energia às 15h de quarta-feira, o que representa quase 32% da área de concessão da empresa. A agência lembrou ainda que não é a primeira vez que a Enel registra apagões de grande proporção: em novembro de 2023, 2,1 milhões de clientes ficaram sem luz, e em outubro de 2024, o número foi de 2,4 milhões.