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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta sexta-feira que se reunirá em breve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como parte dos esforços diplomáticos para pôr fim ao conflito com a Rússia.
“Não vamos perder um único dia. Já acertamos uma reunião de alto nível com o presidente Trump, em um futuro próximo. Muito pode ser decidido antes do Ano Novo”, disse Zelensky em uma mensagem publicada em suas redes sociais.
O anúncio foi feito depois que a última rodada de negociações entre as equipes de Washington e Kiev resultou em um plano atualizado de 20 pontos para encerrar a guerra, que foi enviado a Moscou para que o país se pronuncie.
Zelensky declarou à imprensa esta semana que a nova versão da proposta, patrocinada por Trump, prevê congelar a linha de frente e elimina a exigência de que a Ucrânia renuncie oficialmente à adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Além disso, o presidente ressaltou que o documento é complementado por acordos bilaterais entre os Estados Unidos e a Ucrânia sobre garantias de segurança e reconstrução. Zelensky não divulgou um rascunho, mas detalhou ponto a ponto o conteúdo do plano a correspondentes, a partir de uma transcrição traduzida do ucraniano.
O plano também prevê fortes garantias de segurança para a Ucrânia e estabelece o tamanho das Forças Armadas em tempos de paz em 800 mil efetivos. Nesse contexto, Estados Unidos, OTAN e os países europeus signatários forneceriam garantias que, segundo o texto, “refletem o Artigo 5”.
A proposta detalha diferentes cenários. Caso a Rússia invada a Ucrânia, uma resposta militar seria coordenada e sanções globais seriam restabelecidas. Se a Ucrânia invadir a Rússia ou abrir fogo sem provocação, as garantias seriam suspensas. Se a Rússia abrir fogo contra a Ucrânia, as garantias entram em vigor.
No entanto, Moscou mantém exigências territoriais rigorosas, incluindo a retirada completa da Ucrânia da região oriental do Donbás. A Rússia também reiterou que as ambições atlânticas da Ucrânia constituem uma linha vermelha.
O governo russo afirmou que está “formulando sua posição” e evitou comentar os detalhes do último plano enviado por Washington e Kiev. Na quinta-feira, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, declarou que os avanços para encerrar o conflito são “lentos, mas constantes”.
Segundo fontes diplomáticas citadas pelo veículo ucraniano Kyiv Post, Zelensky deve viajar nos próximos dias para a Flórida, com a expectativa de se reunir com Trump em sua residência em Mar-a-Lago. A visita poderia ocorrer no domingo, 28 de dezembro, se tudo seguir conforme o previsto, informou uma das fontes.
Zelensky manteve nesta quinta-feira uma conversa telefônica com os emissários da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner, na qual discutiram “novas ideias” sobre formatos, reuniões e a rota das conversas para alcançar a paz.
“Foi uma conversa realmente boa: muitos detalhes, boas ideias, conversamos sobre elas”, disse Zelensky em discurso à população na quinta-feira. “Temos algumas ideias novas sobre como nos aproximar de uma paz real, incluindo formatos, reuniões e, claro, prazos”, acrescentou.
“Ainda precisamos trabalhar em algumas questões delicadas. Mas, junto com a parte americana, sabemos como garantir que tudo isso aconteça. As próximas semanas também podem ser intensas”, concluiu.
(Com informações da EFE e AFP)