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Os Estados Unidos realizaram a apreensão de dois navios petroleiros que tentaram burlar o bloqueio naval imposto a embarcações ligadas à Venezuela, em uma operação coordenada no Atlântico Norte e no mar do Caribe.
O primeiro navio, o Bella 1, registrado sob bandeira russa, foi interceptado após duas semanas de perseguição, enquanto seguia em direção à Rússia. Já o segundo, o M/T Sophia, foi capturado sem incidentes em águas caribenhas.
O Comando Europeu das Forças Armadas dos Estados Unidos confirmou que a apreensão do Bella 1 ocorreu depois de diversas tentativas da Guarda Costeira americana de abordar a embarcação, que acabou cedendo sem oferecer resistência.
A operação contou com a coordenação entre o Departamento de Justiça, o Departamento de Segurança Interna e o Departamento de Defesa dos EUA. Segundo autoridades, havia navios militares russos nas proximidades durante a ação, mas não houve qualquer registro de hostilidade ou confronto.
O petroleiro Bella 1, atualmente rebatizado como Marinera, tornou-se alvo prioritário após o endurecimento das sanções contra a Venezuela, promovido pela administração do presidente Donald Trump.
O Ministério da Defesa do Reino Unido confirmou que prestou apoio operacional à interceptação, disponibilizando instalações para as forças norte-americanas na fronteira marítima entre o Reino Unido, a Islândia e a Groenlândia.
No caso do M/T Sophia, a Guarda Costeira dos Estados Unidos identificou a embarcação como integrante da chamada “frota obscura”, composta por navios que operam sem bandeira e realizam atividades ilegais em águas internacionais. O Comando Sul dos EUA informou, em publicação na rede social X, que o navio foi interceptado no Caribe e está sendo escoltado para território norte-americano no âmbito da Operação Southern Spear, cujo objetivo é combater o tráfico ilícito e reforçar a segurança regional.
A campanha de bloqueio naval levou ao menos 16 petroleiros sancionados a tentar escapar da quarentena marítima, utilizando estratégias como o desligamento de sistemas de rastreamento, falsificação de nomes e manipulação de rotas.
Imagens de satélite analisadas pelo The New York Times indicam que vários desses navios deixaram portos venezuelanos após a captura de Nicolás Maduro e se dispersaram em águas internacionais. Para especialistas, o movimento representa um desafio direto às medidas adotadas pela líder interina Delcy Rodríguez.
O bloqueio, implementado em 16 de dezembro, exclui o petróleo exportado pela empresa americana Chevron para a costa do Golfo do México. Apenas no último mês, forças dos Estados Unidos interceptaram três petroleiros que tentavam transportar petróleo venezuelano sancionado: o Skipper, o Centuries e o próprio Bella 1.
Um funcionário americano ouvido pelo New York Times afirmou que a quarentena está focada especificamente nos “navios fantasmas sancionados que transportam petróleo venezuelano”. Já Samir Madani, cofundador do site TankerTrackers.com, explicou que as tentativas de romper o bloqueio combinam engano e saturação, com o envio simultâneo de várias embarcações para dificultar a fiscalização.