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A presidente interina do regime venezuelano, Delcy Rodríguez, oficializou nesta sexta-feira a fusão do Ministério das Indústrias e Produção Nacional com o Ministério do Comércio Nacional, criando uma nova estrutura governamental que ficará sob a direção de Luis Antonio Villegas. Com a mudança, Villegas substitui no gabinete Alex Saab, empresário colombiano que esteve preso nos Estados Unidos acusado de conspiração para lavagem de dinheiro.
A decisão foi comunicada por Rodríguez por meio do Telegram. Na mensagem, ela agradeceu a Saab “pelo trabalho a serviço da Pátria” e informou que ele deverá assumir outras funções dentro do Estado.
Villegas ocupava o cargo de ministro do Comércio Nacional desde fevereiro de 2024. Já Saab havia sido nomeado ministro das Indústrias e Produção Nacional em outubro do mesmo ano, após passagem pelo Centro Internacional de Investimento Produtivo.
A saída do empresário colombiano é um dos mais recentes movimentos estratégicos promovidos por Delcy Rodríguez desde a captura do ex-ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, pelos Estados Unidos, em 3 de janeiro.
Saab, empresário de origem libanesa, foi preso em Cabo Verde, em 2020, e posteriormente extraditado para os Estados Unidos, onde respondeu a acusações de conspiração para lavagem de dinheiro. A Justiça norte-americana o apontava como suposto “laranja” do regime venezuelano.
Por esse caso, Saab permaneceu detido nos EUA de outubro de 2021 até dezembro de 2023, quando foi libertado após receber um indulto presidencial concedido pelo então presidente Joe Biden. Em março de 2024, a Justiça dos Estados Unidos arquivou as acusações contra ele.
Durante o período de prisão, sua esposa, a italiana Camilla Fabri, tornou-se porta-voz de uma campanha internacional pela libertação de Saab, apoiada pela ditadura de Maduro. Atualmente, Fabri comanda a Missão Volta à Pátria, programa estatal de repatriação de migrantes venezuelanos.
Apesar de manter um perfil discreto como empresário, Saab ganhou notoriedade pública em 2017, quando a ex-procuradora-geral da Venezuela Luisa Ortega Díaz o acusou de ser um dos testas de ferro de Maduro. Nos últimos anos, seu nome foi associado a diversas empresas, entre elas a Group Grand Limited (GGL), investigada por supostas irregularidades e sobrepreço na venda de alimentos aos Comitês Locais de Abastecimento e Produção (CLAP).
A primeira denúncia pública envolvendo Saab foi feita pelo portal de jornalismo investigativo Armando.info, que meses antes o havia ligado a uma rede de lavagem de dinheiro e a operações fictícias de exportação de alimentos para a Venezuela.
Mudanças no gabinete de Delcy Rodríguez
Nos primeiros dez dias como presidente interina oficialmente reconhecida, após a captura de Maduro, Delcy Rodríguez promoveu diversas alterações no gabinete ministerial.
Na sexta-feira, ela nomeou Freddy Ñáñez como ministro do Ecosocialismo, Aníbal Coronado para o Ministério dos Transportes e Miguel Ángel Pérez Pirela para comandar o Ministério da Comunicação e Informação.
Dias antes, Rodríguez também designou o capitão Juan Escalona, integrante da equipe de segurança de Maduro, como ministro do Despacho da Presidência, e o ex-presidente do Banco Central Calixto Ortega como novo vice-presidente da área econômica setorial.
Além disso, a presidente interina destituiu o chefe da Segurança Presidencial, o major-general Javier Marcano Tábata, e nomeou em seu lugar o general Gustavo González López como comandante da Guarda de Honra Presidencial e diretor da Direção-Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM).
(Com informações da EFE)