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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no sábado um acordo com a Índia para que o país passe a adquirir petróleo venezuelano, após a abertura do setor energético da Venezuela, motivada pela captura do ditador Nicolás Maduro.
“A Índia está entrando no mercado e vai comprar petróleo venezuelano, em vez de comprá-lo do Irã. Então já fechamos esse acordo e damos as boas-vindas à Índia para que venha e compre petróleo”, declarou Trump à imprensa a bordo do Air Force One.
Ao ser questionado sobre as relações entre China e o chavismo no setor petrolífero, Trump afirmou que o país asiático também será bem-vindo caso decida ingressar no mercado venezuelano. A Índia, um dos maiores compradores de petróleo russo, busca diversificar suas fontes diante da pressão tarifária de Washington.
Sob pressão dos EUA, a Assembleia Nacional da Venezuela, controlada pelo chavismo, aprovou por unanimidade a reforma da Lei Orgânica de Hidrocarbonetos, promovida pela presidente interina Delcy Rodríguez, com o objetivo de atrair investimento privado e estrangeiro ao setor petrolífero do país caribenho.
Na sexta-feira passada, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi manteve uma conversa telefônica com Delcy Rodríguez, na qual acordaram, entre outros pontos, “aprofundar a cooperação energética”. Fontes diplomáticas e da indústria petrolífera informaram à agência EFE que Nova Déli busca criar um “corredor seguro” sem sanções para importar barris de petróleo venezuelano.
Sobre a transição para uma democracia plena na Venezuela, Trump sugeriu a possibilidade de reunir representantes do chavismo e da oposição para facilitar um diálogo que avance no plano democrático promovido por sua administração.
“Temos que fazer algo com isso. Talvez juntar as partes e agir”, disse o republicano ao ser questionado sobre a situação da líder opositora María Corina Machado e seu eventual retorno ao país.
O presidente destacou tanto Machado quanto a presidente interina Delcy Rodríguez: “Machado é uma pessoa muito boa e, ao mesmo tempo, a liderança atual está fazendo um excelente trabalho”.
A administração Trump ainda não estabeleceu calendários públicos para a transição política na Venezuela após a captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores durante a operação militar americana de 3 de janeiro. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou recentemente ao Senado que o objetivo final é alcançar uma “Venezuela democrática” por meio de eleições livres e justas, embora tenha alertado que o processo levará tempo e não se resolverá em semanas.
No sábado, a encarregada de negócios da Oficina de Assuntos Externos para a Venezuela dos EUA, Laura Dogu, chegou a Caracas para reabrir a missão diplomática americana, fechada há sete anos após a ruptura das relações bilaterais. O avião, procedente de Bogotá, aterrissou no aeroporto de Caracas por volta das 15h (hora local) e se reuniu com o chanceler do regime venezuelano, Yván Gil.
A chegada de Dogu coincidiu com o anúncio de Delcy Rodríguez sobre uma amnistia geral para presos políticos e o fechamento do Helicoide, centro de detenção acusado de tortura e violações de direitos humanos.
Em sua conta no X, o chefe da diplomacia venezuelana afirmou: “Recebemos em Caracas a diplomata americana Laura Dogu, enviada dos EUA, no âmbito da agenda de trabalho entre o governo da República Bolivariana da Venezuela e os Estados Unidos, voltada a estabelecer uma folha de rota em assuntos de interesse bilateral, bem como abordar e resolver as diferenças existentes pelo diálogo diplomático, com base no respeito mútuo e no Direito Internacional”.
(Com informações da EFE)