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Uma ação estratégica da Polícia Civil do Rio de Janeiro, realizada nesta segunda-feira (2), desarticulou uma célula terrorista que planejava uma série de ataques violentos no Centro da capital fluminense. A Operação Break Chain (“Quebrar a Corrente”, em tradução livre) resultou na prisão de três pessoas e no cumprimento de dezenas de mandados de busca e apreensão em diversas regiões do estado.
As investigações, conduzidas pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), revelaram que o grupo organizava atos antidemocráticos marcados para as 14h de hoje, em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O objetivo, segundo a polícia, era instaurar o “caos social” por meio do uso de bombas caseiras, coquetéis molotov e ataques a autoridades.
Arsenal improvisado e alvos estratégicos
De acordo com o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, os suspeitos possuíam tutoriais para a fabricação de explosivos de alto poder letal, utilizando pregos e bolas de gude para maximizar o dano. “Esse grupo pretendia cometer uma sequência de ataques em vários eventos, não só no Rio, mas em várias partes do Brasil”, afirmou o secretário.
Embora o grupo se autodenominasse “apartidário” e utilizasse bandeiras genéricas como o combate à corrupção, as investigações apontam para uma estrutura de radicalização digital. Entre os alvos planejados estavam:
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Prédios públicos: Com foco principal na Alerj;
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Infraestrutura: Torres de telecomunicações e centros políticos;
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Autoridades: Planejamento de atentados diretos contra governantes.
Inteligência e Monitoramento Digital
O esquema foi descoberto após a DRCI monitorar grupos de mensagens que somavam cerca de 8 mil integrantes em todo o país, sendo 300 deles residentes no Rio de Janeiro. Um dos presos nesta segunda-feira é apontado como o administrador do grupo fluminense.
O delegado titular da DRCI, Luiz Lima, destacou que as motivações eram nebulosas, mas a intenção de violência era explícita. “Era uma manifestação não pacífica que visava, segundo eles, incendiar o centro da cidade do Rio”, explicou Lima.
Expansão da Operação
A ofensiva policial, que inicialmente visava quatro alvos, foi ampliada ainda na manhã de hoje após o setor de inteligência identificar outros 13 suspeitos. Os investigados devem responder por crimes de:
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Associação criminosa;
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Incitação ao crime;
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Posse e fabricação de artefatos explosivos.