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O Palmeiras anunciou a rescisão do contrato de patrocínio com o Grupo Fictor após a empresa ingressar, no último domingo (1º), com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo. Segundo o clube, a decisão foi tomada com base em cláusulas previstas no acordo firmado entre as partes em março de 2025.
Em nota, a diretoria alviverde informou que o encerramento do vínculo ocorreu “em razão de inadimplemento contratual e do pedido de recuperação judicial realizado pelo grupo”. O Palmeiras acrescentou ainda que avalia medidas legais para buscar o recebimento dos valores que considera devidos pela patrocinadora.
O Grupo Fictor protocolou o pedido de recuperação judicial informando dívidas que somam cerca de R$ 4 bilhões. Em comunicado ao mercado, a empresa atribuiu a deterioração de sua liquidez à liquidação do Banco Master pelo Banco Central do Brasil, ocorrida em 18 de novembro de 2025.
De acordo com a Fictor, um consórcio liderado por um de seus sócios havia anunciado, um dia antes da liquidação, um aporte imediato de R$ 3 bilhões para a aquisição do Banco Master. A operação, no entanto, não avançou em razão da decisão do Banco Central. A empresa afirmou que, após a liquidação, passou a enfrentar forte impacto reputacional, com especulações de mercado e volume elevado de notícias negativas, o que teria agravado sua situação financeira.
No pedido apresentado à Justiça, a Fictor declarou a intenção de quitar seus compromissos financeiros “sem nenhum deságio” e solicitou tutela de urgência para suspender execuções e bloqueios pelo prazo inicial de 180 dias. Segundo a companhia, a medida busca reduzir o risco de cobranças individuais que possam comprometer uma solução coletiva.
A empresa também destacou que suas operações seguem em funcionamento e que a base produtiva permanece ativa, apesar das dificuldades de curto prazo. A principal subsidiária industrial do grupo, a Fictor Alimentos S.A., mantém unidades em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, com cadeia estimada de 3.500 empregos diretos e 10.000 indiretos.
Por fim, o grupo esclareceu que o pedido de recuperação judicial não inclui suas subsidiárias, que devem continuar operando normalmente, mantendo contratos e projetos em andamento.