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O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), foragido nos Estados Unidos, prestou depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) por videoconferência nesta quinta-feira (5), em ação penal relacionada aos atos de 8 de janeiro de 2023. O interrogatório durou cerca de 50 minutos e foi conduzido pela juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino, do gabinete do ministro Alexandre de Moraes.
Segundo o termo da audiência, Ramagem respondeu perguntas da magistrada, da Procuradoria-Geral da República (PGR) e de sua própria defesa. Ele negou todas as acusações, incluindo o uso ilegal da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar autoridades e adversários do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“O ex-deputado negou ter cometido crimes e, em parte do depoimento, optou por exercer seu direito constitucional de permanecer em silêncio”, aponta o termo da audiência.
Ramagem responde atualmente por dano qualificado e deterioração de patrimônio público no contexto dos atos golpistas de 8 de janeiro. A ação penal havia sido suspensa devido ao foro privilegiado e a uma decisão da Câmara dos Deputados, mas foi retomada após a perda do mandato do ex-parlamentar em dezembro de 2025.
O ex-deputado já havia sido condenado pelo STF a 16 anos de prisão por outros três crimes relacionados à tentativa de golpe, incluindo golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa, cometidos antes de sua diplomação como deputado, enquanto ainda era diretor da Abin. Após a cassação do mandato, Ramagem deixou de contar com imunidade parlamentar, e a prisão preventiva foi decretada.
Antes de ser detido, Ramagem fugiu para os Estados Unidos, onde permanece até o momento. O governo brasileiro já formalizou pedido de extradição às autoridades norte-americanas.
O processo reaberto pelo STF em dezembro de 2025 é um desdobramento de investigações sobre sua atuação após a diplomação como deputado, envolvendo atos de 8 de janeiro e crimes cometidos dentro do mandato.