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O Diretório Nacional do PT aprovou uma resolução em que defende a redução da taxa básica de juros e critica a atual condução da política monetária no país. O documento foi aprovado nesta sexta-feira (6), em Salvador, e divulgado no sábado (7), durante as atividades que marcaram os 46 anos do partido, na Bahia.
No texto, o PT afirma que a Selic permanece em um nível considerado “restritivo” e incompatível com as necessidades do desenvolvimento econômico nacional. A legenda sustenta que a política de juros elevados limita o crescimento, dificulta investimentos produtivos e compromete a geração de empregos.
A resolução também faz críticas à autonomia do Banco Central, instituída durante o governo Jair Bolsonaro. Segundo o partido, a atuação da autoridade monetária tem funcionado como um entrave ao projeto político escolhido nas urnas, ao aprofundar a financeirização da economia e drenar recursos públicos que poderiam ser direcionados a investimentos.
Atualmente, a taxa Selic está em 15% ao ano. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada em janeiro, o Banco Central indicou a possibilidade de início de um ciclo de redução dos juros no encontro previsto para março. Ainda assim, o presidente da instituição, Gabriel Galípolo, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem sido alvo de críticas internas no PT pela demora em promover cortes mais consistentes na taxa.
Além da defesa da queda dos juros, o partido propõe a revisão da meta de inflação, hoje fixada em 3%. Para a sigla, o objetivo deve ser ajustado de forma a conciliar o controle inflacionário com o crescimento econômico e a geração de empregos de qualidade. Em 2024, a inflação oficial fechou em 4,26%, abaixo do teto do intervalo de tolerância, que é de 4,5%.