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O piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, foi preso nesta segunda-feira (8) no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, acusado de manter uma rede de abuso sexual infantil. Segundo a polícia, ele pagava entre R$ 30 e R$ 100 por fotos das vítimas, recebidas por WhatsApp de mães, avós ou outros responsáveis.
De acordo com a delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o suspeito levava crianças e adolescentes a motéis usando documentos falsos e cometia os abusos no local. Em alguns casos, os pagamentos feitos por Sérgio eram usados para compra de medicamentos, aluguel e até eletrodomésticos, como televisores.
A investigação identificou pelo menos dez vítimas em São Paulo, incluindo três irmãs de 18, 12 e 10 anos que eram abusadas há anos. O celular apreendido com o piloto contém imagens que indicam vítimas de outros estados, e a polícia apura se o material era compartilhado com terceiros. “Além do consumo pessoal, há fortes indícios de que ele distribuía esse conteúdo para outras pessoas”, afirmou Ivalda Aleixo.
Segundo a polícia, Sérgio mantinha a rede há pelo menos oito anos, aproximando-se inicialmente das mães ou responsáveis das crianças sob a falsa promessa de um relacionamento amoroso, antes de oferecer dinheiro em troca de imagens ou abusar das vítimas pessoalmente.
Na operação deflagrada nesta segunda-feira, batizada de Apertem os Cintos, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em São Paulo e em Guararema, na Região Metropolitana. Além do piloto, a avó de três das vítimas foi presa temporariamente, e Simone da Silva, mãe de uma das vítimas, foi detida em flagrante por armazenamento e compartilhamento de material de exploração sexual infantil. Elas são investigadas por aliciar as crianças.
Segundo a polícia, as provas até o momento indicam que os crimes integravam uma estrutura organizada de exploração sexual infantil, com divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos. Entre os crimes investigados estão estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e exploração sexual de crianças e adolescentes.
Em nota, a Latam Airlines Brasil afirmou que abriu apuração interna sobre o caso e que está à disposição das autoridades. A empresa reforçou que repudia qualquer ação criminosa e segue os mais altos padrões de conduta. O voo que seria operado pelo piloto preso, LA3900 (São Paulo/Congonhas–Rio de Janeiro/Santos Dumont), decolou e pousou normalmente.