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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desceu do camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro para acompanhar de perto a passagem da escola Acadêmicos de Niterói no Grupo Especial do Carnaval do Rio, na noite deste domingo (15/2). A agremiação homenageou o mandatário com o samba-enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
Lula estava acompanhado do prefeito Eduardo Paes (PSD) e permaneceu a maior parte do tempo no camarote, descendo à avenida apenas para cumprimentar o mestre-sala e a porta-bandeira. A visita ocorreu em meio a alertas emitidos pelo Palácio do Planalto, pelo PT e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), devido ao temor de que o desfile pudesse ser interpretado como campanha eleitoral antecipada.
O presidente foi interpretado pelo humorista Paulo Vieira e representado em diferentes momentos da vida pública, incluindo posses presidenciais e o período em que esteve preso entre 2018 e 2019. Uma escultura metálica de 18 metros também retratou Lula na avenida. Passagens de sua vida em Garanhuns (PE), São Paulo e Brasília foram destacadas, enquanto a atriz Dira Paes interpretou sua mãe, Dona Lindu.
O desfile também incluiu representações de aliados e adversários políticos, como os ex-presidentes Dilma Rousseff (PT), Fernando Collor e Michel Temer (MDB). O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi retratado como o palhaço “Bozo”, usando tornozeleira eletrônica, em referência a críticas e polêmicas durante seu governo. Outro destaque simbólico foi a representação do ministro do STF Alexandre de Moraes.
O evento trouxe ainda referências internacionais, com alusões ao governo de Donald Trump, incluindo bonés com a frase Make America Great Again (MAGA) e fantasias com orelhas de Mickey Mouse. Bandeiras do Brasil estiveram presentes, incluindo a obra KilomboAldeya, do artista carioca Matheus Ribs, criada em 2020 para simbolizar a demarcação de territórios, com as cores preto e vermelho.
A oposição tentou, sem sucesso, barrar o desfile e a liberação de recursos públicos para a escola, acionando a Justiça. O TSE negou os pedidos, mas alertou que eventual propaganda eleitoral antecipada poderia ser analisada caso fosse caracterizada.
O desfile da Acadêmicos de Niterói reuniu arte, política e crítica social, confirmando o Carnaval como espaço de expressão cultural e debates públicos.