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O Irã fechou parcialmente o estrategicamente importante Estreito de Ormuz nesta terça-feira (17), informou a mídia estatal, citando “precauções de segurança” enquanto a Guarda Revolucionária realiza exercícios militares na via marítima.
A medida ocorre durante conversas entre Estados Unidos e Irã na cidade suíça de Genebra, destinadas a tentar resolver o impasse em torno do programa nuclear iraniano.
Segundo a mídia local, esta é a primeira vez que o Irã interrompe parcialmente o tráfego no estreito desde que o presidente americano Donald Trump ameaçou o país com ação militar em janeiro.
O Estreito de Ormuz, localizado entre Omã e o Irã, é considerado um dos pontos de passagem de petróleo mais importantes do mundo, ligando os produtores de crude do Oriente Médio a mercados globais. Dados da empresa de inteligência de mercado Kpler indicam que cerca de 13 milhões de barris de petróleo por dia passaram pelo estreito em 2025, representando aproximadamente 31% do transporte marítimo global de petróleo.
A interrupção temporária nesta terça-feira foi realizada como parte do exercício “Controle Inteligente do Estreito de Ormuz” da Guarda Revolucionária, que visa aumentar a prontidão operacional e reforçar a capacidade de dissuasão do país.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que durante as negociações com os EUA foram estabelecidos os “princípios orientadores” para o diálogo, mas alertou que isso não significa que um acordo será fechado em breve, e que ainda há muito trabalho a ser feito.
O mercado de energia acompanhava de perto as negociações, especialmente pelo aumento da presença militar de ambos os lados na região. Após a notícia do fechamento parcial do estreito, os preços do petróleo chegaram a recuar: o Brent para abril caiu 1,8%, a US$ 67,48 por barril, enquanto o WTI para março recuou 0,4%, a US$ 62,65.