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O jejum intermitente, tendência de dieta adotada por celebridades de Hollywood e milhões de pessoas, pode não trazer resultados significativos para a perda de peso, segundo a mais abrangente revisão científica sobre o tema.
Pesquisadores do Instituto Cochrane, referência mundial em medicina baseada em evidências, analisaram 22 estudos com cerca de 2.000 adultos, a maioria com sobrepeso ou obesidade, que seguiram o jejum intermitente ou métodos tradicionais de dieta, como a restrição calórica.
Os resultados mostraram que limitar a alimentação a determinadas horas do dia ou a certos dias da semana não proporcionou maior perda de peso em comparação com dietas convencionais, ou mesmo em relação a pessoas que não seguiram qualquer plano alimentar. Ao longo de 12 meses, participantes que praticaram jejum intermitente perderam, em média, 3% do peso corporal, abaixo dos 5% considerados clinicamente significativos pelos especialistas.
O estudo também indicou que o jejum intermitente resultou em 0,33% a mais de perda de peso do que métodos tradicionais e 3,42% a mais do que em pessoas que não fizeram nenhuma mudança alimentar. Pesquisadores sugerem que isso pode ocorrer porque os indivíduos continuam consumindo a mesma quantidade de calorias ou diminuem a atividade física durante a dieta.
O jejum intermitente ganhou popularidade nos anos 2010, com adesão de celebridades como Jennifer Aniston e Mark Wahlberg, e inclui variações como o plano 14:10, em que se come em uma janela de 10 horas, e o 5:2, em que a pessoa jejua dois dias por semana.
Apesar das alegações de que a prática ajuda a queimar gordura, aumentar energia e até prolongar a vida, médicos já levantaram preocupações sobre possíveis riscos, incluindo maior chance de câncer de cólon e diabetes tipo 2.
O Dr. Luis Garegnani, do Hospital Universitário Italiano de Buenos Aires, que liderou a revisão, afirmou: “O jejum intermitente simplesmente não parece funcionar para adultos com sobrepeso ou obesos tentando perder peso.”