Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
Pesquisadores do University College London (UCL) identificaram uma “assinatura microbiana” no intestino que pode ajudar a prever a Doença de Parkinson em pessoas que ainda não apresentam sintomas visíveis. O estudo foi publicado na revista científica Nature Medicine.
A descoberta é relevante porque os casos globais da doença neurodegenerativa estão aumentando em ritmo recorde.
O que é a Doença de Parkinson
A Doença de Parkinson é um distúrbio do sistema nervoso que leva à perda de células cerebrais. Isso gera problemas de movimento, tremores e rigidez.
Segundo a Cleveland Clinic, até 1,5 milhão de americanos convivem com a doença. Atualmente, não há cura conhecida.
Como o estudo foi feito
A pesquisa analisou o microbioma intestinal – o conjunto de micro-organismos que vivem no intestino – de pessoas saudáveis que tinham uma variante genética chamada GBA1. Essa variante está associada a uma maior propensão para desenvolver Parkinson.
Embora essas pessoas não apresentassem sintomas físicos da doença, os pesquisadores descobriram que seus intestinos já refletiam um estágio “intermediário” da condição.
O estudo foi financiado pela Michael J. Fox Foundation for Parkinson’s Research e pelo Medical Research Council. Os dados coletados incluíram aproximadamente 1.400 participantes do Reino Unido, Coreia do Sul e Turquia.
O que dizem os pesquisadores
O professor Anthony Schapira, do UCL Queen Square Institute of Neurology, afirmou que a Parkinson é uma das principais causas de incapacidade no mundo. Segundo ele, é a doença neurodegenerativa que mais cresce em prevalência e mortalidade.
Schapira destacou a importância da descoberta:
“Nos últimos anos, houve um reconhecimento crescente das ligações entre a Doença de Parkinson — um distúrbio cerebral — e a saúde intestinal. Aqui, nós fortalecemos essa evidência e mostramos que micróbios no intestino podem revelar sinais de Parkinson e podem ser um sinal de alerta precoce anos antes do início dos sintomas.”
Dieta pode influenciar
Um dado curioso do estudo: a assinatura microbiana encontrada no intestino não estava ligada a uma dieta específica. No entanto, os pesquisadores observaram que pessoas que ingeriam maior variedade de alimentos e mantinham um equilíbrio nutricional eram menos propensas a mostrar essa assinatura.
Isso indica que a alimentação pode ser um fator de risco modificável – ou seja, algo que a pessoa pode mudar para reduzir as chances de desenvolver a doença.
Próximos passos
A detecção precoce da doença é uma prioridade para os cientistas. Essas novas descobertas podem abrir caminho para a prevenção, apoiando a saúde intestinal como forma de retardar ou evitar o aparecimento da Parkinson.
No futuro, testes de saúde intestinal poderão ser integrados às rotinas médicas para a detecção precoce de doenças neurodegenerativas.