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Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) invadiram, na tarde desta quinta-feira (7), o prédio da reitoria no campus Butantã, na Zona Oeste de São Paulo, durante um protesto ligado à greve das universidades estaduais paulistas. Imagens gravadas no local mostram manifestantes pulando o portão de entrada e derrubando portas de vidro do edifício.
Cerca de 400 estudantes participaram da manifestação. Durante a manhã, alunos chegaram a acampar em frente à entrada da reitoria. O protesto seguia pacífico até por volta das 16h, quando um grupo decidiu ocupar o prédio.
Policiais militares, alguns com escudos, acompanharam a movimentação à distância, mas não houve confronto.
O que os estudantes reivindicam
Segundo os alunos, o ato cobrava a retomada das negociações com o reitor da USP, Aluísio Segurado, além de reivindicações ligadas à permanência estudantil: aumento de bolsas, melhorias nas moradias universitárias e manutenção da estrutura física dos campi.
A greve nas universidades
A greve reúne estudantes da USP, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Na USP, estudantes do Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo (Crusp) afirmam que os prédios enfrentam problemas estruturais graves.
Na Unesp, estudantes do Instituto de Artes, na Barra Funda, também aderiram à paralisação. Eles pedem ampliação de serviços básicos no período noturno, como atendimento médico e funcionamento da biblioteca até o fim das aulas.
A mobilização ganhou força após a morte da professora Sandra Regina Campos, que sofreu um mal súbito durante uma palestra realizada à noite na universidade em 7 de abril. Segundo estudantes, os profissionais de saúde já haviam deixado o campus quando ela passou mal.
O que dizem as universidades
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USP: lamentou a invasão e os danos ao patrimônio público. Acionou forças de segurança para evitar a ocupação de outros espaços do campus.
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Unesp: não foi procurada oficialmente pelo movimento estudantil, mas as reivindicações serão discutidas na próxima segunda-feira em reunião do Conselho de Reitores.
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Unicamp: mantém diálogo contínuo com entidades estudantis e prioriza políticas de permanência estudantil (moradia, transporte e auxílios financeiros).

















































